Manuel Fernando Araújo / Lusa

O presidente da Câmara de Ovar, Salvador Malheiro, acusou o Governo, esta quarta-feira, de desarticulação na implementação do estado de calamidade no município.

Em declarações à TSF, Salvador Malheiro disse que o texto publicado em Diário da República, assinado pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, não corresponde “ao despacho que surgiu ao final da tarde”.

 

O autarca explicou que, “nessa publicação, cai a interdição de as empresas poderem continuar a trabalhar”, o que resulta num “documento incongruente” que permite que as indústrias possam “laborar”, mas que os camiões de mercadorias e os funcionários vindos de outros municípios não possam entrar nas fábricas.

Segundo o autarca, o município pretende “implementar esse plano”, lembrando que não basta “acionar um mero botão” para que tudo se resolva.

Para Salvador Malheiro, a “incongruência” do texto publicado em Diário da Repúblic

a é uma “falta de respeito por quem está a dar o corpo às balas”.

O presidente da Câmara de Ovar disse ainda que tem havido um “um reforço por parte da segurança pública”, que “a cerca sanitária está implementada” e que a circulação está a ser reduzida.

Na terça-feira, foi declarado estado de calamidade pública em Ovar, onde o número de casos confirmados de infeção por coronavírus duplicou nas últimas 24 horas, havendo mais de 30 casos.

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