João Braga / Facebook

Fadista João Braga.

O fadista João Braga protagoniza a mais recente polémica nas redes sociais, depois de ter escrito no Facebook que, hoje em dia, “basta ser-se preto ou gay para ganhar Óscares”.

O desabafo do fadista de 71 anos, no seu perfil do Facebook, surgiu depois de “Moonlight” ter sido anunciado como o Melhor Filme do Ano nos Óscares 2017, após uma troca de envelopes num engano histórico na cerimónia da Academia de Hollywood.

O filme realizado por Barry Jenkins centra-se na história de um jovem negro que vive num bairro problemático dos EUA e que é homossexual.

Após ter sido consagrado como o Melhor Filme do Ano, João Braga deixou a sua crítica na rede social, despoletando um mar de críticas e de acusações de homofobia e racismo.

Apesar de terem surgido muitas pessoas a criticá-lo, embora também haja muito quem defenda as suas palavras, João Braga recusa pedir desculpas e argumenta, em declarações à revista Flash, que escreveu “aquilo em tom irónico, sem ofender ninguém”.

“Se tivesse algum problema com pretos ou com gays, já se teria dado conta ao longo de todos estes anos. Nunca fui racista ao longo da vida. E homofóbico ainda menos, pois tive amigos e amigas que são gays”, afirma o fadista, sublinhando que se tivesse problemas com a homossexualidade “se calhar, no mundo do espetáculo, corria o risco de ficar a cantar sozinho”.

No seu perfil do Facebook, João Braga atira-se ainda aos críticos, realçando que “os herdeiros de Estaline são mesmo avessos à liberdade de expressão”

.

Na Flash, João Braga repete as críticas que fez à consagração de “Moonlight” e considera que “aquilo que se passou na madrugada dos Óscares foi uma coisa vergonhosa”.

“Já o ano passado, com aquela revolta do Spike Lee [realizador que reclamou por não haver negros entre os nomeados para os Óscares] é uma coisa incompreensível”, nota ainda o fadista na revista.

“Não é por um gajo ser preto, tibetano ou chinês que merece mais ou menos receber um Óscar”, acrescenta, considerando que o seu desabafo no Facebook tem a ver com “aquela cruzada imbecil anti-Trump que se está a fazer nos Estados Unidos, desde que ele ganhou as eleições”.

“Deixem o homem falar”, pede João Braga, explicando à Flash que não pretende responder àqueles que o criticam transformando o seu perfil do Facebook “numa peixaria ou numa Praça da Figueira”.

“Se houver insultos não responderei. Sei que as pessoas se sentem realizadas por insultar figuras conhecidas do público”, nota João Braga na revista, concluindo que é “uma atitude de fraqueza” e que, como não tem “telhados de vidro”, vai “ignorar”.

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