Uma ferramenta incluída no Facebook em 2014 está a despertar graves acusações de manipulação de informação por parte da rede social, que estará a suprimir determinado tipo de assuntos das “notícias em destaque” dos utilizadores.

Em declarações ao Gizmondo, ex-funcionários do Facebook  relataram factos que levantam suspeitas sobre a neutralidade da rede social em relação à sua secção trending news, as “notícias populares“.

De acordo com os ex-funcionários, o Facebook suprime com regularidade notícias com interesse para os leitores conservadores, que deixam de as receber no painel de “notícias populares“.

Segundo um ex-jornalista do Facebook, assuntos de extrema-direita são proibidos consistentemente de aparecer na plataforma, mesmo que as notícias tenham sido populares entre a rede de amigos dos utilizadores e devessem aparecer nas trending news.

Outros ex-colaboradores afirmaram também que eram instruídos a forçar determinados assuntos a aparecer nas trending news, mesmo que a notícia não fosse suficientemente popular a ponto justificar a sua inclusão.

Um dos ex-redactores afirmou que, sempre que houvesse suficientes sites de notícias a cobrir um determinado assunto, poderiam “injectá-lo nas trending news“, mesmo que o algoritmo não o considerasse de interesse dos utilizadores.

Segundo os ex-funcionários, a secção de notícias populares do Facebook funciona na realidade como uma redacção tradicional, o que diverge da versão da empresa, que afirma que a ferramenta simplesmente mostra os tópicos que se tornaram populares no Facebook.

Os redactores do Facebook escrevem manchetes e resumos sobre cada assunto, e acrescentam links para os sites de notícias.

No entanto, segundo alegam os ex-funcionários, assuntos bastante discutidos entre os utilizadores simplesmente não eram incluídos.

O Facebook já desmentiu as acusações dos ex-funcionários e afirma que “nunca impediu que notícias aparecessem em suas trending news“.

Mas provavelmente, esta é uma notícia que não vai aparecer nas notícias populares do dia na rede social de Mark Zuckerberg.

ZAP / Canaltech