Mario Cruz / Lusa

Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Augusto Santos Silva

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considera que a extrema-direita é “vírus” que deve ser combatido “sem complacência”.

Em declarações aos microfones da TSF neste fim-de-semana, o governante admitiu que a batalha contra o populismo e a extrema-direita é difícil, reconhecendo estar “dividido” quanto à melhor forma de travar este combate.

“Para eles ganharem, nós perdemos. Para eles perderem, nós temos que ganhar”, disse Santos Silva, antes de afirmar que está certo de que a extrema-direita é um “vírus” para o qual “não pode haver complacência“.

O ministro frisou que a metáfora utilizada para descrever a extrema-direita não implica que esteja a “a dizer que a pessoa X, Y ou Z é um vírus”. André Ventura, candidato presidencial e deputado único do Chega, sublinhou, é “um deputado eleito pelo povo que tem todos os seus direitos para representar os eleitores”.

Ainda assim, a realidade política em Portugal mudou: o Parlamento já não está “imune a este vírus”, recordou Santos Silva .”Hoje temos hoje esse vírus e devemos combatê-lo”, disse, defendendo uma estratégia “à Churchill”

, isto é, sem qualquer “transigência”, com o populismo e com a extrema-direita.

Na mesma entrevista, e sem querer avançar se o PS apoiará Marcelo Rebelo de Sousa numa eventual recandidatura a Belém, Santos Silva considerou que o atual Presidente da República é um “bom antídoto” contra o populismo, que é também um “vírus”, “um dos mais corrosivos nas democracias europeias”, rematou.

Marcelo Rebelo de Sousa ainda não anunciou se vai ou não recandidatar-se à Presidência da República. Para já, André Ventura é o único candidato oficial.

As eleições para Belém ocorrem em janeiro de 2021.

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