Amanda Smith

Uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriu que o enorme exoplaneta K2-18b – tem duas vezes o tamanho da Terra – pode reunir as condições ideais para abrigar vida.

Depois de analisar a massa, o raio e os dados atmosféricos deste mundo, a equipa de especialistas concluiu que é possível que este mundo aloje água líquida em condições habitáveis debaixo da sua atmosfera rica em hidrogénio, escreve o portal Science Alert.

Tal como frisa a agência espanhola Europa Press, este planeta extrassolar pode ter as características ideias para suportar vida.

O K2-18b tem 2,6 vezes o raio e 8,6 vezes a massa da Terra, e orbita a sua estrela dentro da zona habitável, onde as temperaturas podem permitir a existência de água líquida.

Este exoplaneta, que está a 124 anos-luz da Terra, era já conhecido pela comunidade científica. No fim de 2019, duas equipas de cientistas distintas reportaram a existência de vapor de água na sua atmosfera rica em hidrogénio. No entanto, a extensão da sua atmosfera e as condições sob a mesma eram até agora desconhecidas.

“Foi detetado vapor de água numa série de planetas mas, mesmo que o planeta esteja na zona habitável, não significa necessariamente que existam condições habitáveis à superfície”, explicou Nikku Madhusudhan, o cientista que liderou a investigação.

“Para estabelecer as perspetivas de habitabilidade, é importante obter uma compreensão unificada das condições interiores e atmosféricas do planeta e, em particular, se a água líquida pode existir sob a atmosfera”, explicou em comunicado, dando conta que foram estas características que o novo estudo analisou no K2-18b.

Analisando estes critérios, os cientistas sugerem agora que este exoplaneta pode reunir as condições ideias para albergar vida, estando mais perto de uma versão mais pequena de Neptuno do que uma versão maior da Terra.

“Observações futuras, por exemplo, com o Telescópio Espacial James Webb, poderão vir a refinar as nossas descobertas”, escreveram os cientistas no novo artigo, cujos resultados  foram recentemente publicados na revista científica The Astrophysical Journal Letters.

“Argumentamos que planetas como o K2-18b podem, de facto, abrigar condições habitáveis e a procura por bioassinaturas não deve ser necessariamente restrita a planetas rochosos menores”, concluíram.

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