Miguel A. Lopes / Lusa

O Exército português abriu um concurso, em janeiro, para preencher 70 vagas para oficiais contratados. Pela primeira vez, não teve candidaturas suficientes: recebeu 145, quando devia ter recebido pelo menos 304.

De acordo com o jornal Público, o Exército abriu, em janeiro, um concurso para preencher 70 vagas para oficiais contratados, distribuídas por 18 especialidades, mas, pela primeira vez, não teve candidatos suficientes.

No total, foram recebidas 145 candidaturas (75 mulheres e 70 homens), mas eram necessárias pelo menos 304 para preencher as vagas. O Exército especifica ao jornal que, nos últimos três anos, o rácio de aprovação dos candidatos tem sido de apenas 23%.

Segundo o diário, o rácio de admissões é baixo, uma vez que agora os candidatos são sujeitos a várias provas de seleção

, entre as quais físicas, psicológicas, médicas e entrevistas individuais.

As pessoas que se candidataram em janeiro podem vir a ser oficiais em regime de contrato com as patentes de aspirante, alferes ou tenente, recebendo no máximo 1843,56 euros. Se participarem em missões no estrangeiro, podem receber um acréscimo de 93,9 euros por dia. Já os paraquedistas têm um acréscimo mensal de 274,33 euros.

Esta falta de atratividade está a gerar preocupação no ramo. Segundo o Público, a 30 de novembro de 2019, o Exército tinha 12.563 efetivos, metade do que tinha em 2002.

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