Salvador Sas / EPA

O descarrilamento do comboio, que provocou a morte de quatro pessoas, poderá ter ocorrido por excesso de velocidade.

O comboio de passageiros luso-espanhol, que esta sexta-feira descarrilou perto da estação galega de O Porriño, em Pontevedra, podia estar em excesso de velocidade no momento do acidente.

Segundo apurou o jornal Público, o comboio, que fazia a ligação entre Vigo e o Porto, terá passado na estação a mais de 100 km/hora quando devia ter abrandado para os 30 km/h.

O comboio Celta costuma passar nesta estação a 130 km/h mas, devido a um desvio de linha motivado por obras na via principal, devia ter abrandado de forma significativa.

De acordo com o Público, isso não terá acontecido e, por isso, o comboio descarrilou ao passar por uma agulha de mudança de linha, embatendo depois na ponte rodoviária que passa por cima da via-férrea. O Celta só parou quando embateu num poste de eletricidade junto à linha.

Apesar da imprensa estar já a avançar a causa do acidente, não está para já excluída a hipótese de uma avaria na agulha

ou de uma falha na automotora.

Já foi aberta uma investigação para determinar as causas do acidente, que provocou quatro mortes, entre elas o maquinista do comboio, Arnaldo Moreira, de nacionalidade portuguesa.

Segundo o Jornal de Notícias, entre as vítimas mortais estão ainda dois trabalhadores espanhóis da Renfe (Rede Nacional Ferroviária de Espanha) e ainda um cidadão norte-americano.

O comboio, que tinha cerca de 60 passageiros a bordo, é um serviço prestado em conjunto pela Renfe e pela CP desde 2011.

Depois da partida em Vigo, o comboio faria paragens nas estações de Valença, Viana do Castelo e Nine, antes de chegar à estação de Campanhã.

ZAP