Paula Brito e Costa demitiu-se da presidência da Raríssimas, mas pretende continuar a exercer o cargo de diretora-geral do principal centro, a Casa dos Marcos, a não ser que a indemnizem.
“Estamos estupefactos“: é esta a reação dos funcionários da instituição ao saber que Paula Brito e Costa continuará a exercer o cargo de diretora-geral da Casa dos Marcos. “Apesar de estar a ser investigada pela Polícia Judiciária, decidiu trabalhar a partir de casa para onde levou vários dossiers a que nem os próprios inspetores da Segurança Social têm acesso”.
Com a garantia do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, de que uma equipa de técnicos da Segurança Social foi deslocada para os equipamentos da Raríssimas para assegurar a assistência aos doentes, entre os funcionários as questões são outras e contemplam o futuro imediato da instituição: “Quem vai pagar os salários?”, perguntam ao Público.
Ao Expresso, Paula Brito e Costa assegurou que continuará à frente da Casa dos Marcos. “É muito fácil fazer a gestão da Casa dos Marcos. Se não me quiserem, então vamos ter de chegar a acordo”. E com acordo, Paula, que está a ser investigada por por suspeitas de aproveitamento para uso pessoal do dinheiro da instituição, refere-se a “um despedimento, o pagamento da respetiva indemnização e o subsídio de desemprego“.
Paulo Olavo Cunha, presidente da assembleia-geral da Raríssimas, já confirmou as afirmações, explicando que a “comunicação de renúncia se reporta apenas à função de presidente da direção”.
A “contratação” de Paula Brito e Costa como diretora-geral da Casa dos Marcos terá sido rodeada de secretismo, num processo acelerado pelas primeiras demissões na instituição no primeiro trimestre deste ano e que levaram ao afastamento da até então vice-presidente da Raríssimas e responsável pela delegação do Norte da instituição, Joaquina Teixeira.
Joaquina Teixeira também está também a ser investigada pelo Ministério Público num processo que corre no Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto.
João Galamba: “Há uma falha aqui, que é dos denunciadores à TVI”
O deputado do PS apontou falhas ao comportamento dos antigos tesoureiros da Raríssimas que denunciaram o caso à TVI. O socialista considera que responsável pela denúncia devia ser investigado.
“Há uma falha aqui, que é dos denunciadores à TVI. Tendo essa informação, deveriam ter sinalizado as contas da instituição e os órgãos internos da Raríssimas, porque esses sim é que têm o dever de fiscalização do normal funcionamento do dia a dia da instituição”: é assim que o porta-voz do PS põe em causa o comportamento dos dois tesoureiros que denunciam o caso.
João Galamba desresponsabiliza o Ministério do Trabalho e da Segurança Social e defende que o comportamento do antigo tesoureiro que denunciou o caso “é que tem de ser investigado”, conforme cita o Observador.
“Pessoas que não alertaram em 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016, são as mesmas que já tendo essa informação, escolhem alertar um canal de televisão para o fazer quando já lá não estão. O comportamento do tesoureiro que forneceu essa informação à TVI é que tem de ser investigado”, denuncia.
Segundo o Correio da Manhã, no entanto, a queixa do ex-tesoureiro Jorge Nunes esteve quatro meses nos serviços da Segurança Social.
Vieira da Silva diz que só foi informado das alegadas irregularidades em outubro passado, mas desde 31 de julho que, alegadamente, o Instituto da Segurança Social estaria a averiguar a situação. Jorge Nunes disse também que estranhou o silêncio do ministro, do qual Paula Brito e Costa será “muito amiga”.
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Se o Costa tivesse um pingo de vergonha e não tivesse receio que a senhora abra a boca, há muito que a teria exonerado de todos os cargos da Raríssimas, com justa causa, e não havendo direito a qualquer indemnização. Pode ter direito é a uns anitos de choldra !