A Justiça brasileira condenou esta terça-feira o empresário Marcelo Odebrecht a 19 anos e quatro meses de prisão por crimes de corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Os crimes estão relacionados com o esquema de desvios de recursos da Petrobras investigados pela Operação Lava Jato.
“Entre os crimes de corrupção, de lavagem e de associação criminosa, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a dezenove anos e quatro meses de reclusão, que reputo definitivas para Marcelo Bahia Odebrecht”, descreve o juiz Sérgio Moro na sentença.
Para o magistrado, as investigações comprovaram que Marcelo Odebrecht pagou mais de 113 milhões de reais (27,2 milhões de euros) em subordos para que a sua empresa conseguisse contratos com a Petrobras, lógica que repete a adotada por outras companhias envolvidas no esquema, segundo decisões anteriores.
Os delatores apontaram Odebrecht não apenas como mero participante, mas como o líder de um cartel que gerenciava contratos com a estatal – o que as defesas do empresário e da construtora sempre negaram.
Foram condenados ainda os executivos da construtora Márcio Faria da Silva, Rogério Santos de Araújo, Cesar Ramos Rocha e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar.
Também os ex-diretores da Petrobras, Renato Duque, Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco foram condenados, além do cambista Alberto Youssef.
Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef tiveram as suas penas abreviadas por terem feito acordos de delação premiada.
Agência Brasil / BBC
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