Maria Luís Albuquerque, a ex-ministra das Finanças, deu luz verde a um aumento salarial de 1.110 euros ao inspector-geral das Finanças, já depois de realizadas as eleições legislativas de 4 de Outubro e quando se antevia o fim do governo de Passos Coelho.
Uma decisão com efeitos retroactivos a partir de Janeiro deste ano e que foi tomada dez meses depois de o pedido de aumento ter sido efectuado e já depois da designação do inspector-chefe para o cargo, de acordo com o Público.
Maria Luís Albuquerque autorizou Vítor Braz, o inspector-geral das Finanças, a optar pela anterior remuneração de auditor-chefe no Tribunal de Contas.
De acordo com o jornal, a ex-ministra tomou a decisão com base numa norma legal revogada pela Procuradoria-Geral da República, no final do ano passado.
Como auditor-chefe no Tribunal de Contas, Vítor Braz ganhava 4.844 euros de salário bruto sem quaisquer direitos de representação.
O salário de inspector-geral das Finanças é de 3.734 euros brutos, acrescidos de 778 euros de despesas de representação.
Com o despacho nº 442/2015 assinado por Maria Luís Albuquerque a 22 de Outubro, e publicado no Diário da República a 5 deste mês de Novembro, Vítor Braz passa a ganhar 5.622 euros mensais.
O Público aponta ainda que, embora tenha levado 10 meses a decidir-se por este aumento, Maria Luís Albuquerque não levantou quaisquer “dúvidas sobre a aplicabilidade da norma que a PGR considera revogada”.
Em situação semelhante a Vítor Braz estão quatro sub-inspectores que optaram igualmente pelos salários superiores que recebiam nos cargos anteriores dentro da própria estrutura da Inspecção Geral das Finanças.
ZAP
Ainda têm dúvidas do que esta "canalha" andou a fazer durante quatro anos? Criticou tudo o que o governo Sócrates estava a fazer como resultado da crise mundial que abalou a Europa; diziam que fariam muito melhor para não prejudicar os menos favorecidos; fizeram tudo para que a Troika entrasse em Portugal ao chumbar o PEC IV (dizia então o Sr. Cavaco: não sei se conseguirei pagar as minhas despesas...); Após o "assalto" ao poder, fizeram tudo ao contrário, puseram em prática uma política neoliberal que levou a grande maioria dos portugueses à depressão, à miséria, destruiram famílias, pequenas e médias empresas, geriram a seu belo prazer o empréstimo dos agiotas/credores, enterrando na Banca (cujos responsáveis máximos se autoremuneravam principescamente), quade metade dos 75 mil milhões; "roubaram" ao povo o que a impunidade lhes permitiu e o resultado está à vista, deixaram um País na miséria mas, aos exploradores/corruptos/parasitas, salvaguardaram os seus interesses, a prova disso mesmo, está nesta "criminosa" adotada pela ex-ministra das finanças. O que deixa qualquer um, na posse das suas falculdades mentais, perplexo é haver gente que ainda defende esta "canalha".