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Ex-primeiro-ministro e ex-líder do PS, José Sócrates

O Ministério Público estará a investigar vários elementos que fizeram parte do governo de José Sócrates, suspeitando de que sejam cúmplices do ex-primeiro-ministro no âmbito dos crimes envolvidos na chamada Operação Marquês.

A notícia é avançada pelo JN, que realça que o Ministério Público (MP) investiga estes ex-governantes do PS por suspeitar de que façam parte dos alegados esquemas de favorecimento ao Grupo Lena, que é considerado o agente corruptor no processo de acusação montado contra José Sócrates

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O MP coloca o Grupo Lena no centro dos crimes imputados a José Sócrates, citando, nomeadamente, os contratos de que beneficiou com o Estado, entre 2007 e 2011 – contratos esses avaliados em 200 milhões de euros e relacionados com a Parques Escolar, o TGV e diversas parcerias em auto-estradas.

O JN realça ainda que o MP acredita que estes contratos só foram possíveis graças ao suposto envolvimento de elementos do Governo de José Sócrates.

Este sábado, confirmou-se que o ex-patrão de José Sócrates, Paulo Lalanda e Castro, foi constituído arguido no âmbito do processo.

Foi este empresário que contratou o ex-primeiro-ministro como consultor da multinacional farmacêutica Octapharma, da qual é administrador, tendo também ligações ao Grupo Lena e a uma empresa de Carlos Santos Silva, o amigo de Sócrates que é outro dos arguidos do caso.

Segundo o jornal Expresso, Paulo Lalanda e Castro estará indiciado por fraude fiscal e branqueamento de capitais, e ficou sujeito ao termo de identidade e residência.

SV, ZAP