Senado Federal / Flickr

O senador Flávio Bolsonaro, filho do Presidente brasileiro Jair Bolsonaro

Antigos assessores de Flávio Bolsonaro, filho do Presidente brasileiro, estão hoje a ser alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal do Brasil, que investiga um caso de branqueamento de capitais e desvio de fundos públicos.

Flávio Bolsonaro é o filho mais velho do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e foi eleito senador (membro da câmara alta parlamentar) no ano passado.

As autoridades da polícia brasileira iniciaram as investigações contra o filho do chefe de Estado após detetar movimentações suspeitas nas contas bancárias de ex-assessores que trabalharam no seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Também são investigados Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, e familiares seus que trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Um dos principais envolvidos neste caso é Fabrício Queiroz, ex-chefe de segurança de Flávio Bolsonaro, cuja conta bancária indicou movimentações atípicas de 1,2 milhões de reais (hoje cerca de 264,3 mil euros) entre 2016 e 2017, valor que contrastava com o seu rendimento mensal, que naquela época não excedia 20 mil reais (quase 4,4 mil euros).

Segundo as autoridades, Flávio Bolsonaro, com a ajuda de Queiroz, teria contratado funcionários-fantasmas e recebido ilegalmente parte do salário de outros funcionários com quem trabalhava praticando atos ilegais conhecidos pelo nome de ‘rachadinha’

.

Essas informações foram enviadas ao Ministério Público em relatórios elaborados por órgãos públicos de controlo fiscal, mas a legitimidade da investigação foi contestada judicialmente e acabou passando pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta instância judicial do país.

Em julho, o presidente do STF, Dias Toffoli, determinou, por precaução, a cessação de todas as investigações contra Flávio Bolsonaro e os seus assessores iniciadas com base em dados bancários ou tributários obtidos sem autorização judicial prévia.

No entanto, no mês passado, o caso foi analisado no plenário do STF, onde por uma grande maioria de oito votos contra três foi autorizado o uso de dados fornecidos por entidades oficiais para investigar suspeitas de corrupção sem a necessidade de autorização judicial.

[sc name=”assina” source=”Lusa” ]