José Goulão / Flickr
O ex-Presidente da República, Cavaco Silva
Cavaco Silva foi vigiado pelo governo de José Sócrates com o intuito de “desqualificar a Presidência da República e o seu titular”. A acusação é feita pelo antigo assessor do ex-Presidente, Fernando Lima, num livro que será lançado a 8 de Setembro.
A Renascença dá conta da nota enviada pela Porto Editora, responsável pela obra intitulada “Na sombra da Presidência – Relato de 10 anos em Belém”, onde Fernando Lima explica que o livro conta a “sequência dos factos de um processo político que pretendia, naquela altura, desqualificar a Presidência da República e o seu titular”.
O chamado “caso das escutas” deu que falar, em 2009, depois de o jornal Público ter noticiado as suspeitas da Presidência da República de que estaria a ser espiada pelo governo de Sócrates, então no poder.
Posteriormente, o Diário de Notícias avançou que a notícia do Público teria sido “encomendada” por Fernando Lima que foi, na seguimento do caso, afastado do lugar de assessor de comunicação de Cavaco Silva.
Agora, Fernando Lima dá a sua versão daquilo que se passou na altura, relatando que no livro que será colocado à venda no próximo dia 8 de Setembro aquilo que define como a “vigilância” do governo de Sócrates
ao ex-Presidente da República.“Situações estranhas, que descrevo no livro, foram-me acontecendo sem que encontrasse uma razão plausível. Só pararam quando o Governo de José Sócrates foi substituído”, refere Fernando Lima na nota citada pela Renascença.
“A Presidência era o único poder que não se deixara submeter à lógica de quem governava em 2009, pelo que era necessário desgastá-la para que, perante os portugueses, fosse perdendo prestígio e autoridade. Surgiram situações da vida pessoal do Presidente, como o BPN e a casa no Algarve, que o marcaram para sempre”, atesta ainda o ex-assessor de Cavaco.
O ex-director do Diário de Notícias também conta que o caso acabou por afectar a sua relação com o ex-Presidente.
“Ainda hoje, não compreendo que tenha tido comigo comportamentos que considero inexplicáveis, depois de termos convivido ininterruptamente, desde que comecei a trabalhar com ele em 1986. Confesso que não o esperava”, escreve Fernando Lima sobre Cavaco.
ZAP
Ó António "Verdades" isso é tudo ódio? Uns são culpados e os outros são inocentes? O mundo é a preto e branco? Ora vai-te matar pá!