Lawrence OP / Flickr
É “a maior mobilização de sempre” contra a eutanásia, segundo o dirigente da Plataforma Pró-Vida, depois de um fim-de-semana onde a Igreja Católica fez campanha nas missas. Mas o movimento junta também outras oito confissões religiosas que esperam travar a legalização da morte assistida em Portugal.
A campanha contra a eutanásia está a percorrer Igrejas, templos e mesquitas, juntando nove religiões que já se manifestaram, através do Grupo de Trabalho Inter-religioso, solicitando “audiências com carácter de urgência” aos Presidentes da República e ao Parlamento, com o intuito de travar a aprovação da morte assistida no Parlamento.
Este Grupo de Trabalho Inter-religioso junta cristãos, muçulmanos, hindus, budistas, judeus e mórmons e considera que “não é sensato, nem legítimo, conduzir o processo em curso do modo como ele está a ser conduzido”, notando a “perplexidade” e a “preocupação pelos equívocos e ambiguidades” existentes, conforme cita o Expresso.
Marcelo Rebelo de Sousa deverá receber os representantes religiosos após o seu regresso da Índia, onde se encontra em visita oficial.
Entretanto, há várias petições que querem levar a discussão da despenalização da eutanásia para referendo, nomeadamente a que está a ser promovida pela Plataforma Pró-Vida que é dirigida pelo ex-deputado do PSD António Pinheiro Torres.
A recolha de assinaturas “está a correr muito bem”, segundo Pinheiro Torres que, em declarações ao Expresso, fala da “maior mobilização de sempre”
.“A recolha de assinaturas será feita em todos os locais onde existem portugueses”, frisa Pinheiro Torres. E isso tem decorrido em estádios de futebol e centros comerciais e até em adros de Igrejas, como foi ocorrendo nalguns locais, neste domingo, depois das missas.
A Igreja Católica mostra-se particularmente empenhada em impulsionar um referendo à temática, depois de há 2 anos ter assumido que “a vida humana não é referendável”. A mudança de opinião justifica-se com o facto de haver, actualmente, maior probabilidade de a eutanásia ser aprovada no Parlamento.
Os deputados da Assembleia da República vão votar na próxima quinta-feira, projectos de lei sobre a despenalização da morte assistida apresentados por Bloco de Esquerda, PS, PAN, PEV e Iniciativa Liberal. Depois da votação na generalidade, os eventuais diplomas aprovados serão ainda discutidos na especialidade.
Marcelo Rebelo de Sousa já disse que não se vai pronunciar sobre o assunto até ao “fim de tudo”.
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Nascer Milagre de Deus
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Amem