O Atol de Palmyra, uma das ilhas do Remote Pacific Islands National Marine Monument
Pássaros no Refúgio Nacional de Vida Selvagem (NWR) do Atol de Johnston
Caranguejo eremita no Refúgio Nacional de Vida Selvagem (NWR) da ilha de Howland, 2500 km a sul de Honolulu
Uma tartaruga Hawksbill, (Eretmochelys imbricata), espécie em vias de extinção, no Atol de Palmyra.

Os Estados Unidos anunciaram esta quinta-feira a criação, no Oceano Pacífico, do maior santuário marinho do planeta, no qual são interditadas todas as actividades de extracção de recursos e pesca comercial.

A decisão do Presidente Barack Obama multiplicou por seis a extensão da área associada ao Monumento Nacional Marinho das Ilhas Remotas do Pacífico, um dos ambientes tropicais marinhos mais imaculados do planeta, que o antigo Presidente George W. Bush tinha declarado monumento nacional em 2009.

O santuário estende-se agora por uma superfície de 1,2 milhões de quilómetros quadrados, em torno destas ilha e atóis no Oceano Pacífico, pormenorizou a Casa Branca, em comunicado.

“Falamos de uma zona no oceano que é cerca de duas vezes a dimensão do Texas e que vai ficar protegida para sempre da pesca comercial e de toda outra atividade de extração de recursos, como a exploração mineira em áreas profundas”, realçou o secretário de Estado, John Kerry

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Obama revelou em junho, por ocasião de uma conferência internacional sobre a protecção dos oceanos, a sua intenção de agir e usar a sua autoridade para proteger alguns dos sítios marinhos mais preciosos.

Na terça-feira, apelou, durante a Cimeira sobre o Clima, promovida pela Organização das Nações Unidas, à conclusão até ao final de 2015 de um acordo mundial “ambicioso” para lutar contra o aquecimento climático, classificado como “uma ameaça urgente e crescente“.

/Lusa