Brais Lorenzo / EPA

Os Estados Unidos registaram, esta quinta-feira, 1169 mortes em 24 horas causadas pela covid-19, o pior recorde mundial diário, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

O número recorde de mortes em 24 horas datava de 27 de março, quando foram registados 969 óbitos em Itália. Mas, esta quinta-feira, os Estados Unidos registaram 1169 mortes, o pior recorde mundial diário.

O número total de mortes desde o início da pandemia nos Estados Unidos é agora de quase seis mil. O país também é, de longe, o que tem o maior número de casos confirmados. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, que atualiza continuamente os dados, há já mais de 240 mil casos identificados no país.

Entretanto, Donald Trump anunciou que foi submetido a um segundo teste para saber se estava infetado com o novo coronavírus e que também este se revelou negativo.

O Presidente já tinha feito um primeiro teste, há duas semanas, depois de se ter recusado a fazê-lo durante alguns dias, apesar de ter estado em contacto, na sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, com uma delegação brasileira em que seguiam duas pessoas testadas positivamente para o novo coronavírus. Esse primeiro teste também deu negativo.

Esta quinta-feira, em conferência de imprensa, o chefe de Estado referiu que, brevemente, a Administração vai decidir sobre a recomendação da utilização das máscaras, mas confirmou que não vai existir nenhuma medida obrigatória nesse sentido.

Dez milhões perderam o emprego nos EUA em 15 dias

De acordo com o jornal Observador, no espaço de 15 dias, o número de novos desempregados equivale a toda a população de Portugal: dez milhões de pessoas.

Os pedidos de apoios para o desemprego duplicaram para 6,6 milhões, face aos 3,2 milhões de pessoas que os solicitaram na semana passada.

“Nunca vimos nada assim”, acrescenta Aaron Sojourner, economista da Universidade do Minnesota, citada pelo jornal português.

A Administração Trump ainda não divulgou os números oficiais do desemprego, mas economistas ouvidos pelo Washington Post admitem um salto para 10% em março, quando em fevereiro a taxa de desemprego rondava os 3,5%.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 52 mil. Dos casos de infeção, cerca de 190 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]