O país fictício de Wakanda, a casa do super-herói da Marvel “Black Panther”, foi retirado do site do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), onde até quarta-feira estava listado como parceiro de comércio livre dos Estados Unidos.

Apesar de não existir, o rastreador de tarifas online do departamento listou centenas de entradas de dados que aparentemente descreviam a relação comercial que Wakanda tinha com os Estados Unidos.

As exportações de Wakanda para os EUA, de acordo com a revista Forbes, aparentemente incluíam legumes frescos, grãos de café não torrados, óleos essenciais e gado.

Francis Tseng, utilizador do Twitter, foi a primeira pessoa a reparar na existência de Wakanda na lista de parceiros comerciais. À agência Reuters, Tseng, engenheiro de software de Nova Iorque, disse que estava a pesquisar tarifas agrícolas para uma bolsa para a qual se queria candidatar”. Quando viu Wakanda na lista, ficou “muito confuso”.

De acordo com o porta-voz do USDA, Mike Illenberg, a equipa que dirigia o rastreador usava arquivos de teste para garantir que o sistema estava a funcionar, mas esqueceu-se de excluir as entradas. “As informações de Wakanda deveriam ter sido removidas após o teste e agora foram retiradas”, disse Illenberg, em declarações ao The Washington Post

.

Wakanda foi apresentado ao público pela primeira vez em edições da banda desenhada do Quarteto Fantástico em 1966. Em 2018, o país fictício da África Oriental voltou a ser o centro das atenções quando o super-herói “Black Panther” conseguiu o seu próprio filme da Marvel que ganhou três Óscares.

Esta não é a primeira vez que um país fictício entra no mundo real, recorda a BBC. Em 2017, o então ministro das Relações Exteriores da Polónia, Witold Waszczykowski, disse a jornalista que tinha encontrado representantes de várias nações para discutir a tentativa da Polónia de entrar no conselho de segurança da ONU – “como Belize ou San Escobar“, sendo que este último “país” não existe.

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