Michael Reynolds / EPA

O Presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prolongou as recomendações nacionais de distanciamento social por mais um mês, até 30 de abril. O período inicial de 15 dias terminava esta segunda-feira.

“Distância social, essa é a maneira de ganhar”, disse Trump, acrescentando que os Estados Unidos “estarão bem no caminho da recuperação” em junho. O Presidente norte-americano apontou ainda o pico de vítimas mortais nos Estados Unidos para daqui a duas semanas. “Nada seria pior do que declarar vitória antes de a vitória ser ganha. Essa seria a maior derrota de todas”, concluiu.

Deborah Birx, coordenadora da equipa de combate ao novo coronavírus na Casa Branca, explicou que o modelo matemático do governo prevê que o número de mortes venha a ser “entre as 80 mil e as 160 mil, talvez até 200 mil”.

O diretor do Instituto Nacional de Doenças Alérgicas e Infecciosas, Anthony Fauci, concorda, de acordo com o jornal norte-americano The New York Times, que esse não é um número descabido.

No estado de Nova Iorque, já se registaram mil mortes desde o início do surto. Se o ritmo de crescimento no número de casos no estado se mantiver, o surto em Nova Iorque pode mesmo vir a ultrapassar o de Wuhan, na China, ou o da Lombardia, em Itália.

Trump acusou ainda alguns estados de estarem a “acumular” ventiladores e outros equipamentos médicos. “Muitos dos estados têm os stocks cheios. Alguns deles não o admitem”, atirou, defendendo ainda que os hospitais não podem “ficar com eles por pensarem que podem ter problemas daqui a umas semanas”.

De acordo com o Observador, o Presidente dos Estados Unidos anunciou ainda que um novo teste ao coronavírus, que conseguirá obter resultado “em cinco minutos”, foi aprovado.

Além disso, um fármaco anti-viral foi administrado a 1.110 infetados com a covid-19 em Nova Iorque. “Vamos ver como funciona, podemos ter resultado inacreditáveis”, atirou. Donald Trump falou ainda sobre o desenvolvimento da vacina, garantindo que os processos estão “a avançar muito rápido”.

Estas medidas surgem dias depois de Donald Trump ter anunciado que gostaria de ver o país voltar à normalidade, com igrejas “cheias a transbordar”, até 12 de abril, domingo de Páscoa

Trump disse ainda não querer “taxas de aprovação altas” devido à resposta que está a dar à pandemia. “Vejo os números, mas não me interessam”, garantiu, acrescentando que uma “vitória” face à covid-19 é o que importa.

Trump tem uma taxa de aprovação de 49%, a mais alta desde que tomou posse.

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