Um juiz do Condado de Hunterdon, em New Jersey, nos Estados Unidos, aprovou o pedido de um auto-proclamado neonazi, que quis mudar oficialmente o seu sobrenome para Hitler.
Heath Campbell Isidore será, a partir de agora, legalmente identificado como Isidore Heath Hitler, para mostrar a sua admiração pelo líder nazi, que foi responsável pela execução de 17 milhões de pessoas durante o Holocausto.
O norte-americano, além de agora ter o nome do ditador, sublinha que as suas novas iniciais I.H.H., significam “I Heil Hitler“, a mais conhecida saudação nazi.
“É ótimo. A minha carta de condução mudou, o meu seguro de saúde, tudo que eu precisava mudou. Sou o novo Hitler. Orei por tudo o que Hitler nos deu”, afirmou Isidore, que atribuiu aos seus filhos nomes de várias figuras do Terceiro Reich.
A mudança de nome de Campbell entrou em vigor este mês, curiosamente na mesma altura em que se comemora o 72º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.
O “novo Hitler” ficou conhecido em 2008, quando um supermercado se recusou a decorar o bolo de aniversário do seu filho, chamado Adolf Hitler Campbell.
O admirador do líder nazi tem nove filhos com quatro mulheres diferentes, mas não tem a custódia das crianças devido a episódios de violência doméstica e por não ter “capacidade psicológica” para cuidar dos filhos.
Isidore Heath e a sua mulher, Deborah Campbell, foram condenados de maus-tratos às crianças. Em 2013, durante uma sessão no tribunal pela custódia de um dos filhos, o norte-americano não escondeu a sua admiração por Hitler e decidiu aparecer no tribunal vestido com um uniforme nazi
.Neonazis no exército alemão
As forças armadas alemãs estão imersas num escândalo notório depois de ser divulgada a suposta criação de uma célula neonazi no Exército e várias tentativas de aumentar o clima xenófobo na sociedade.
Segundo a RedaktionsNetzwerk Deutschand (RND), que agrupa 30 jornais regionais, o Ministério de Defesa dá por certo a existência de um grupo neonazi no exército alemão com pelo menos cinco membros.
No quartel terão sido encontradas várias cruzes suásticas, imagens de soldados nazis e objetos da Wehrmacht, o nome do conjunto das forças armadas da Alemanha durante o Terceiro Reich.
Nos últimos cinco anos foram detetados vários comportamentos neonazis no Exército alemão, entre eles insultos racistas, envio de fotos que apoiam o neonazismo e casos de instigação da população nas redes sociais. No entanto, o exército despediu apenas 18 soldados por estes conflitos.
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