Um estudo divulgado este sábado no Reino Unido revela que há um “alto nível” de assédio sexual no sector da música clássica, especialmente entre os profissionais liberais.

O inquérito, realizada pela Incorporated Society of Musicians e difundido no canal de música clássica Rádio 3 da BBC, obteve 250 respostas, entre as quais 60% denunciaram discriminação de algum tipo, sendo a principal o assédio sexual.

Em declarações ao “Music Matters”, a directora da ISM, Deborah Annetts, revela que, segundo os dados obtidos, “a maioria dos casos acontece em orquestras e conjuntos musicais, mas também há um alto nível de ocorrências em escolas e conservatórios”.

Annetts apontou ser “muito preocupante haver um nível tão alto de assédio sexual dentro da comunidade musical”. A maioria dos casos de assédio sexual detectado neste estudo, na ordem dos 70%, afectava músicos em regime liberal, frente aos 30% que ocorrem entre os músicos com contrato fixo.

A directora da organização britânica de profissionais da música sublinha que em muitos casos de tipos de assédio sexual percebidos como de menor gravidade

, como exibicionismo, não são sequer objecto de queixa, normalmente “por receio a perder o trabalho”.

Um outro estudo, divulgado este sábado pela “Arts Professional”, revista britânica dirigida a profissionais da arte, revela que, de 800 profissionais do sector inquiridos sobre o tema, 500 dizem ter sido vítimas de assédio sexual.

Este domingo, por exemplo, o maestro da Ópera Metropolitana de Nova Iorque foi suspenso devido a denúncias de três homens que o acusam de agressões sexuais durante a sua adolescência.

Em comunicado, o diretor-geral da ‘Met’ anunciou que James Levine, 74 anos, vai sair do cartaz desta época e que um antigo procurador foi chamado para analisar as denúncias.

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