Hotel Pueblo Camino Real / Facebook

Hotel Pueblo Camino Real.

Alguns dos estudantes portugueses que foram expulsos de um hotel em Torremolinos, em Espanha, no âmbito de uma viagem de finalistas, tomaram de assalto a página de Facebook do estabelecimento, para criticarem a falta de condições.

Os jovens, expulsos pelos estragos que provocaram no hotel, queixam-se da falta de higiene, notando que não se trocavam as toalhas, nem se faziam as camas e que havia baratas nos quartos. Criticam ainda a atitude do gerente e lamentam a comida “repetitiva” – há quem diga que comia massa com massa todos os dias.

Outros perguntam onde é que andava o sushi, em comentários efectuados a fotografias colocadas no perfil do Facebook do Hotel Pueblo Camino Real.

Mas também há quem critique os estudantes portugueses pelo seu comportamento, como é o caso da utilizadora do Facebook Fátima Santiago que refere que “divertimento não é sinónimo de vandalismo

“.

“O que vocês precisavam era de levar umas valentes chapadas, como correctivo para se comportarem como gente civilizada e não como meninos mimados, insolentes e mal educados”, escreve por seu turno Miguel Lima.

“Uma vergonha para os portugueses a “chavalada” fazer asneiras. Certamente tem a ver com a educação, que têm em casa. Espero que todos sejam responsabilizados, pelos actos animalescos que o hotel sofreu”, anota por seu turno, Cátia Fernandes.

Álcool ilimitado, mesmo para os menores

Entretanto, o Jornal de Notícias (JN) apurou que o hotel disponibilizou álcool de forma ilimitada aos estudantes, mesmo nos casos dos menores de idade.

A venda de álcool é proibida a menores de 18 anos em Espanha, mas o hotel só “travou” as bebidas alcoólicas após os “desacatos ficarem fora de controlo”, frisa o JN.

Apesar de estarem identificados como menores, “não tiveram qualquer travão junto do bar da unidade hoteleira, até porque isso fazia parte do pacote vendido pela promotora Slide in Travel”, sustenta o diário.

Eduardo, um aluno de 17 anos de Matosinhos, confirma ao JN que não sentiu “qualquer problema no acesso às bebidas”, notando que “havia flexibilidade da parte deles [hotel]”.

“A partir de um momento, não nos deram mais nada, porque teria havido problemas num quarto, onde alguém incendiou uma cortina“, conta por seu turno João Romano, outro estudante de 17 anos.

Entretanto, o Correio da Manhã avança que, segundo a polícia espanhola, os prejuízos reclamados pelo hotel ascendem aos 50 mil euros. Só pelos danos numa parede os responsáveis do hotel reclamam 1500 euros aos cerca de 1200 alunos portugueses, acrescenta o diário.

Num tom mais humorístico, e fazendo referência ao que costuma ser habitual neste tipo de viagens de finalistas, o jornal Sol publicou o vídeo que se segue com um “anúncio realista” a uma destas aventuras estudantis.

E há alguns anos, os Gato Fedorento abordaram também a questão das “viagens de finalistas para júniores”, num sketch que se revela agora quase premonitório. Reveja-o aqui:

 

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