Bobo Boom / Flickr
Os estudantes do primeiro ano da Universidade de Aveiro (AAUAv) foram convocados para uma atividade de praxe, esta quarta-feira, na qual eram obrigados a adquirir um kit de 1,5 euros.
A notícia é divulgada pelo Público, que adianta que o dinheiro seria usado para financiar um encontro nacional de comissões de praxe, no fim-de-semana, em Aveiro.
O presidente da AAUAv, Xavier Vieira, disse ao Público que os praxantes já tinham pedido um financiamento à própria universidade, mas que foi recusado.
A denúncia foi feita através de emails e telefonemas de estudantes indignados e levou a Associação Académica da Universidade de Aveiro a reagir.
”Como é que podem obrigar os estudantes a dar 1,5 euros a uma comissão que nem sequer existe fiscalmente?”, questiona o presidente da AAUAv.
“Apesar de tudo isto, face aos acontecimentos que hoje se tornaram públicos e depois de confirmada a sua veracidade, a Direção da AAUAv não pode permanecer em silêncio e assume as suas responsabilidades na defesa dos estudantes da Universidade de Aveiro, afirmando de forma muito clara que é permanentemente contra a cobrança obrigatória de dinheiros em atos de praxe”, lê-se num comunicado divulgado esta quinta-feira.
Já o reitor da UA, Manuel Assunção, faz questão de lembrar que, na instituição que dirige, está garantido o princípio da tolerância e da liberdade de escolha.
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Pois, como é que se permite actividades de praxe em instituições de ensino?
A praxe devia ser totalmente proibida e a verificar-se devia ser penalizada, exemplarmente.
Que as instituições queiram integrar, receber novos alunos, concordo, mas nada disto tem alguma coisa a ver com praxe. Praxe é uma aberração da humanidade, a um nível mais ou menos explícito, mas sempre uma aberração.
Os praxistas são uns palermas, palermas porque gostam de se sujeitar àquilo a que nunca se deviam sujeitar, e uns palermas ainda maiores porque depois querem sujeitar outros ao mesmo, como se isso os fizesse "maiores" de alguma forma.
No que me toca, prefiro tratar os outros como gosto que me tratem a mim. Para quem não entendeu: com respeito.