Os estivadores mantêm-se em greve e a PSP foi, pelo segundo dia consecutivo, chamada ao Porto de Lisboa para controlar os ânimos, aquando da retirada de contentores por “fura-greves” que terão chegado de lancha, para evitarem o piquete de greve.
A retirada de contentores, que começou na terça-feira, em Alcântara, com o intuito de reduzir os prejuízos da paralisação dos estivadores, que dura desde o passado 20 de Abril, prossegue, nesta quarta-feira, no terminal da Sotagus, em Xabregas.
A Renascença salienta que foram destacadas para o local quatro equipas de intervenção rápida e de agentes da PSP da divisão de trânsito, para controlar os ânimos das dezenas de estivadores do piquete de greve que estão revoltados com “a eventual” presença de trabalhadores da “‘pool’ alternativa” em laboração junto aos contentores.
“Nós não conseguimos identificar os trabalhadores porque a polícia não nos permite proceder à identificação”, salienta Sérgio Sousa, do Sindicato dos Estivadores, presente no local.
Estes trabalhadores que estão a retirar os contentores chegaram ao cais por via marítima, numa “lancha pública”, conforme refere o presidente do Sindicato dos Estivadores, António Mariano.
“Temos informações de que esses elementos entraram no terminal com os meios, presumo eu, da Administração do Porto de Lisboa, que introduziu os ‘fura greves’ no terminal por via marítima, com uma lancha pública, quando isto é um serviço privado. As forças de segurança recusam-se a identificar os elementos que estão a trabalhar. Podem estar lá dentro terroristas a trabalhar, mas ninguém vai saber”, destaca António Mariano.
O sindicalista também lamenta que a presença da PSP é “mais uma demonstração de força” que visa “intimidar” os trabalhadores
que se junta ao anúncio do despedimento colectivo.“Isto é coação no decorrer de uma acção de greve, tal como é a tentativa de criar aqui um ‘terror psicológico’ nos estivadores”, salienta António Mariano, acrescentando que “é abusivo e ilegal” tudo o que se está a passar neste caso.
“As forças de segurança estão ao serviço de um grupo económico turco para furar a greve dos estivadores portugueses. Alguém que tire as conclusões que quiser”, nota por fim o presidente do Sindicato, referindo-se ao grupo turco Ylport.
Entretanto, a ministra do Mar, Ana Paula Figueiredo, já veio lamentar que a greve tem um prejuízo diário de 100 mil euros, lamentando que põe em causa a “sustentabilidade do Porto de Lisboa” e que “afecta a economia nacional”.
Em sentido contrário, o Bloco de Esquerda defende a luta dos estivadores e Catarina Martins já disse que o governo tem que pôr os patrões dos estivadores na ordem.
“Julgo que é preciso intervenção do Governo. É preciso pôr as empresas e patrões do trabalho portuário na ordem porque, basicamente, o que querem é poder contratar pessoas ao dia”, afirmou a líder bloquista.
ZAP / Lusa
Espero que a greve continue. Neste momento já não existe movimentos de navios, desta forma fechamos o porto de forma definitivamente e os srs. estivadores podem ir trabalhar para qualquer outro lado, ou pedir subsídios de integração social à Catarina Martins, ou ao sindicato. Que linda margina passava a existir em Lisboa, desde a Expo até Belém. Com umas esplanadas e uns hotéis ficava uma maravilha, e até se criava postos de trabalho para os estivadores, Não nos podemos esquecer também das ciclovias de preferência no meio da estrada, para empatar o transito.
Mas para quem efetivamente esta interessado neste tema, sugiro que analisem os tempos e os custos que tem descarregar/carregar um navio no porto de Lisboa e no porto de Amesterdão e tirem as vossas conclusões