António Cotrim / Lusa

As eleições para o Parlamento Europeu, ao contrário do que é comum em períodos eleitorais, podem ter saído em conta para o Estado. Ao todo, terão sido poupados 370 mil euros.

Participaram 17 partidos nestas eleições para eleger os 21 deputados portugueses para o Parlamento Europeu, mas nem todos vão receber na totalidade o dinheiro da subvenção pública, fazendo o Estado poupar cerca de 370 mil euros.

Esta subvenção estatal é repartida, sendo que 20% é distribuído em partes iguais, e os restantes 80% são distribuídos na proporção dos votos validamente expressos. Têm direito a esta subvenção os partidos que elejam pelo menos um eurodeputado.

PS, PSD, CDS-PP e PAN gastaram menos do que o valor a que teriam direito por subvenção pública, revela o Jornal de Notícias esta quarta-feira. Só o PAN gastou menos 240 mil euros aproximadamente.

O partido liderado por André Silva havia orçamentado 78 mil euros para a campanha das europeias, a contar apenas com a subvenção pública. Contudo, com a eleição de Francisco Guerreiro e com 5,08% dos votos obtidos, o PAN poderia receber agora cerca de 320 mil euros – mais 242 mil do que o previsto.

Como a subvenção não pode ser superior às despesas, o valor além dos 78 mil euros irá ficar nos cofres do Estado. “Gastámos apenas o que precisamos para transmitir a nossa mensagem”, disse Artur Alfama, membro da comissão política do PAN, em declarações ao mesmo jornal.

Por sua vez, PS, PSD e CDS-PP pouparam cerca de 130 mil euros de dinheiros públicos. A CDU estará na ponta oposta do mesmo registo: orçamentou 850 mil euros, mas receberá apenas 385.

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