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Bombeiro americano pede mais colegas no combate ao fogo durante o ataque ao World Trade Center

O Estado Islâmico estará a preparar-se para levar a cabo acções terroristas de grande dimensão, capazes de matarem um elevado número de pessoas, como aconteceu nos ataques do 11 de Setembro levados a cabo por elementos da Al Qaeda.

Uma ideia que corre entre fontes dos Serviços Secretos norte-americanos, que consideram que o Estado Islâmico estará a equacionar uma mudança estratégica, revela a CNN.

Até agora, o grupo terrorista tem apostado em ataques focados em certos alvos e levados a cabo por bombistas suicidas solitários ou por pequenos grupos de guerrilheiros.

Mas, até perante uma aparente perda de influência nos territórios do Iraque e da Síria, que têm sido recuperados pelos exércitos destes países com a ajuda dos EUA, o Estado Islâmico poderá estar a planear ataques como os levados a cabo pela Al Qaeda contra aviões comerciais.

Na ideia dos jihadistas estarão nomeadamente as famigeradas acções suicidas do 11 de Setembro contra as Torres do World Trade Center, em Nova Iorque.

“Eles estão a levar muitos novos recrutas que não têm tempo para treinar, que não foram ensinados nos seus sistemas, e estão a usá-los para preparar o tipo de vítimas em massa que suscitam a atenção dos média“, explica o general e analista militar Mark Hertling em declarações à CNN.

“Isso é exactamente o que querem, mostrar que continuam poderosos”, acrescenta.

No fim desta semana, o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest afirmou à comunicação social norte-americana que o Estado Islâmico “perdeu a liberdade de operar em 30% do território do Iraque que dominava no último Verão” e que “perdeu mais de 17 mil quilómetros de território no norte da Síria”.

Neste momento, acredita-se que o Estado Islâmico terá entre 20 mil a 30 mil combatentes.

SV, ZAP