hinkelstone / Flickr
Dupla explosão durante bombardeamento em Kobena
Um jornalista alemão, que teve a oportunidade de viver vários dias em território ocupado pelo Estado Islâmico, afirma no seu novo livro que a organização tem planos de submeter a parte ocidental a um holocausto nuclear.
Com 75 anos de idade, Jurgen Todenhofer, jornalista e ex-membro do Parlamento alemão, conseguiu passar dez dias dentro do grupo terrorista graças à sua posição crítica quanto à política americana no Médio Oriente, avança o RT, com base numa notícia do Daily Mail.
No novo livro, “Inside IS – Ten Days In The Islamic State” (Dentro do EI – Dez Dias no Estado Islâmico), o alemão recorda a sua experiência com o grupo terrorista e afirma que os militantes “querem apagar o Ocidente através de um holocausto nuclear“.
Antes de iniciar esta viagem, o jornalista passou vários meses em contacto com o EI pelo Skype para conseguir a sua aprovação. Chegado a território controlado pela organização, tanto o jornalista como o filho que o acompanhava foram obrigados a entregar os telemóveis.
“As pessoas vivem em buracos, barracas, casas bombardeadas. Eu dormia no chão ou, se tivesse sorte, num colchão de plástico”, conta Todenhöfer.
O jornalista diz que o Estado Islâmico é a organização terrorista mais perigosa que alguma vez conheceu e que o Ocidente não faz ideia da sua “organização”.
“Não vejo quem possa ter capacidade para os deter. Só os árabes podem parar o Estado Islâmico. Regressei muito pessimista”.
O jornalista passou a maioria do tempo em Mosul, no norte do Iraque, mas também passou por cidades como Raqqa e Deir ez Zor, na Síria.
“São extremamente violentos e não digo isto só por causa das decapitações. Falo também da sua estratégia de limpeza religiosa. Esta é a sua filosofia oficial. Dizem que 500 milhões de pessoas devem morrer”.
“O Estado Islâmico quer matar todos os que não são crentes e apóstatas e ainda escravizar as suas mulheres e os seus filhos. Todos os xiitas, yazidis, hindus, ateus e politeístas devem ser assassinados”, escreveu.
Além disso, nesta lista negra também se encontram “todos os muçulmanos moderados que promovem a democracia” porque, do ponto de vista da organização, “sobrepõem as leis humanas às de Deus”.
Em declarações à televisão alemã, o jornalista afirmou que a organização terrorista tem um único objetivo: “conquistar o mundo”.
“Esta é a maior estratégia de limpeza religiosa que alguma vez foi planeada na história da Humanidade”, conclui.
ZAP / RT
Nós não os queremos cá, mas estou a ver não ser possível. Mas quero que o meu País esteja sempre bem informado !