Vários grupos do Estado Islâmico estão dispostos a deixar as suas zonas de operação na Síria por falta de munições e armas, avança o porta-voz do Ministério da Defesa russo.

“De acordo com as comunicações intercetadas pelos comandantes nas províncias de Hama e Homs, os rebeldes estão a sofrer uma grave escassez de munições para as armas de fogo e lança-granadas”, disse o general Igor Konashenkov, citado pela Sputnik.

Segundo o porta-voz russo, alguns relatos provenientes de altos cargos do grupo terrorista indicam que “se não houver munições num futuro próximo, vão retirar-se da zona de guerra“.

De acordo com Konashenkov, os drones russos monitorizam os movimentos dos jihadistas para depois conseguirem proceder aos ataques aéreos.

No final de setembro, depois de um pedido do presidente Bashar al-Assad, aeronaves da Força Aérea russa começaram a atacar os grupos do Estado Islâmico instalados na Síria.

Na altura, Vladimir Putin justificou esta decisão, afirmando tratar-se da melhor forma de ganhar rapidez para atacar os terroristas em locais sob o seu controlo antes de conseguirem chegar a outros países.

“O único meio de lutar eficazmente contra o terrorismo internacional – na Síria e nos territórios vizinhos – é ganhar velocidade, lutar e destruir os combatentes e os terroristas nos territórios que controlam e não esperar que cheguem aos nossos”, declarou.

A estes bombardeamentos juntaram-se os navios da Armada russa, instalados no Mar Cáspio, que também lançaram mísseis contra o território controlado pelos jihadistas.

ZAP / RT