O Estado Islâmico já tem um novo líder para substituir Abu Bakr al-Baghdadi, morto no sábado num raide das forças especiais norte-americanas em Idlib, na Síria.
Chama-se Abdullah Qardash e era há muito o braço direito do ex-chefe da organização. Qardash era o sucessor designado e já era, de acordo com o jornal Público, o responsável pelo planeamento do dia-a-dia do Daesh, com Baghdadi a ser uma figura simbólica. O novo líder tem de provar o que vale e espera-se uma campanha de vingança num momento em que os Estados Unidos preparam a saída da Síria.
De acordo com o Newsweek, Qardash, que também usa o nome “Hjji Abdullah al-Afari”, é um ex-oficial do Exército iraquiano, que serviu sob o comando de Saddam Hussein.
Qardash e Baghdadi conheceram-se em 2003, quando ambos foram detidos pelos EUA, em Bassorá, suspeitos de ligações à al-Qaeda, a organização terrorista fundada por Osama bin Laden, da qual nasceu o EI. Baghdadi e Qardash estiveram detidos no campo de Bucca por combateram lado a lado as forças invasoras norte-americanas no país.
Em 2014, quando Baghdadi tomou Mossul e proclamou o califado, Qardash assumiu um papel cada vez mais proeminente na organização. Em agosto, foi nomeado sucessor do califa que deixou de o ser em 2017, quando o Daesh perdeu todo o seu território no Iraque e na Síria.
Abdullah Qardash foi responsável religioso da Al-Qaeda antes de se juntar ao autodenominado Estado Islâmico. Qardash é conhecido por duas alcunhas: “Destruidor” e “Professor”, uma vez que é descrito como sendo cruel, autoritário e muito respeitado entre os membros do Estados Islâmico, mas também visto como um estratega. Era ele quem comandava e planeava as operações diárias do Daesh.
Pesquisas em fontes abertas revelam, de acordo com o Expresso, que Qardash é de Tal Afar, no Iraque, e terá estudado Ciências Islâmicas em Mossul.
O Amaq, a revista da propaganda do Estado Islâmico, anunciou que Qardash foi indigitado para reconstruir a organização terrorista, sendo previsível uma onda de atentados, onde quer que o grupo tenha ainda forças para os executar.
No domingo, Donald Trump confirmou a morte de Abu Bakr al-Baghdadi, que se fez explodir num túnel enquanto fugia dos militares norte-americanos. O líder do Estado Islâmico fugiu com três dos seus filhos pequenos, e quando se viu encurralado num túnel sem saída, ativou o colete de explosivos, causando não só a sua morte como também das crianças.
Um cão usado pelos militares norte-americanos que tinha ficado ferido na operação que conduziu à morte do líder do Daesh já recuperou e está de volta ao serviço ativo.
“A última noite foi uma noite importante para os Estados Unidos e para o mundo. Um assassino implacável foi eliminado e não irá fazer mais vítimas. Morreu como um cão“, afirmou. “Não morreu como um herói, morreu como um cobarde”, disse Trump, sublinhando que Baghdadi morreu “a gemer, a gritar e a chorar”. O corpo terá sido sepultado no mar.
Abu Bakr al-Baghdadi era um dos homens mais procurados do mundo. Em outubro de 2011, os Estados Unidos designaram-no oficialmente como “terrorista” e ofereceram uma recompensa de 10 milhões de dólares, cerca de 9 milhões de euros, por informações que pudessem levar à sua captura.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa”]
Tudo invenções ocidentais que inventaram o terrorismo para depois nos sacar o dinheiro supostamente gasto para nos "libertar" desse terrorismo. Sistema podre mas muito criativo em engenharia manipulativa e propaganda. Goebells deve estar invejoso no caixão.