STR EGYPT OUT / EPA
Destroços do avião da MetroJet que caiu no Egipto com 214 pessoas a bordo
O grupo extremista Estado Islâmico insistiu que provocou a queda do avião russo que no sábado se despenhou no Sinai, Egipto, mas recusou dar para já pormenores do incidente.
Numa mensagem áudio divulgada em sites extremistas, o grupo jihadista afirmou que divulgará pormenores do ataque quando entender e desafiou aqueles que duvidam do ataque a demonstrar o que aconteceu.
“Não temos qualquer obrigação de explicar como caiu. Levem os destroços e procurem, levem as caixas negras e analisem-nas e, depois, digam-nos o resultado da vossa investigação”, afirmou uma voz masculina na gravação.
“Provem que não o abatemos e como se despenhou. Daremos pormenores sobre como caiu no momento que escolhermos”, acrescentou.
O grupo extremista indicou que o abate do avião ocorreu no 17º dia do mês Muharram do calendário lunar islâmico, primeiro aniversário da declaração de lealdade dos jihadistas egípcios ao Estado Islâmico
.A filial egípcia do grupo extremista já tinha reivindicado no sábado o abate do avião, que se despenhou com 224 pessoas a bordo, mas especialistas manifestaram dúvidas quanto à possibilidade de, àquela altitude, o aparelho ter sido atingido por um míssil disparado do solo.
O apuramento das causas do acidente, que provocou a morte a todos os ocupantes do avião, deverá demorar algum tempo. A análise das duas caixas negras do aparelho, um Airbus A321 da companhia russa MetroJet, foi iniciada na terça-feira no Cairo.
/Lusa