(dr) Dabiq Magazine
A organização terrorista Estado Islâmico encontrou uma nova forma de castigar os comandantes das suas tropas que “falhem o seu dever”, em mais uma tentativa de intimidar os seus militantes e travar a onda de deserções.
Segundo a agência de notícias xiita ABNA, os comandantes do Daesh que não tenham “cumprido com todas as suas obrigações” são agora atados a árvores e abandonados à mercê de cães esfomeados, que os atacam até à morte.
O novo método de punição foi denunciado pelo militar curdo Hasan Khala Hasan, comandante da milícia Peshmerga que combate contra o Estado Islâmico no norte do Iraque.
Estas técnicas brutais de castigo destinam-se a aterrorizar os militantes da organização, e intimidá-los a cumprir ordens sem hesitações, numa altura em que cresce a vaga de deserções nas forças do Daesh.
“O Estado Islâmico sacrifica qualquer membro que considere ter pouca utilidade, para assustar os restantes”, diz o sociólogo curdo Dier Ahmed à ABNA.
No passado dia 25 de abril, o Estado Islâmico congelou 25 dos seus combatentes, como aviso para os potenciais desertores.
A 16 do mesmo mês, a organização decapitou um dos seus líderes máximos, numa praça pública, perante dezenas de pessoas, e no dia 3 executou 15 dos seus agentes de segurança, na sequência da morte de um dos mais importantes líderes da organização durante um bombardeamento.
Estas deserções estarão a contribuir, dizem alguns analistas, para as recentes derrotas militares do Estado Islâmico, que perdeu território em diferentes regiões da Síria e do Iraque.
O grupo terrorista está a aplicar tácticas de terror e intimidação não apenas contra os seus militantes, mas também contra a população civil que tenta fugir do seu território.
No passado dia 12, combatentes do Daesh queimaram vivos todos os membros de uma família, incluindo três crianças, como represália por terem tentado fugir do território controlado pelos jihadistas no Iraque.
Mas, ao que tudo indica, as técnicas de intimidação não estão a ter o sucesso desejado, e a vaga de deserções entre as hostes jihadistas não dá sinais de estar a abrandar.
ZAP
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