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O post de Maxime Hauchard no seu Twitter: “Brasil, vocês são o nosso próximo alvo

O terrorista francês Maxime Hauchard, que faz parte do comando de decapitadores da organização extremista Estado Islâmico, ameaçou realizar um ataque ao Brasil, revelou a ABIn – Agência Brasileira de Inteligência.

Embora a ameaça tenha sido feita em novembro do ano passado, só agora as autoridades brasileiras confirmaram a autenticidade da ameaça, divulgada através do Twitter pessoal do jihadista, poucos dias depois do atentado que provocou a morte de 129 pessoas na França.

“Brasil, vocês são o nosso próximo alvo. Podemos atacar esse país de merda”, diz Maxime Hauchard no seu perfil no Twitter, entretanto desactivado.

“Analisámos o perfil e percebemos que era realmente de Hauchard, um dos líderes do Estado Islâmico”, disse esta quarta-feira o Director de Contraterrorismo da ABIn, Luiz Alberto Sallaberry, citado pela Sputnik News.

“A partir da data da publicação, houve uma maior intensidade nos discursos de agressividade dos auto-proclamados seguidores do grupo terrorista no Brasil”, acrescentou o responsável da Agência Brasileira de Inteligência.

Segundo Sallaberry, “Hauchard é uma espécie de garoto-propaganda do Daesh”. O jihadista, um jovem de apenas 22 anos, terá deixado o Brasil há quatro anos para se juntar aos terroristas na Síria.

Conhecido como “o carrasco”, Maxime é suspeito de ser um dos terroristas que aparecem nos vídeos do grupo terrorista, onde soldados sírios e outros considerados “traidores” são mortos de forma desumana.

“Ele é o segundo na linha de comando de decapitadores e gosta de dizer que estar no grupo é como estar no Paraíso'”, diz Luiz Alberto Sallaberry.

Segundo Sallaberry, há um número cada vez maior de brasileiros a prometer fidelidade ao grupo terrorista.

A principal preocupação são os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que se realizam em agosto e setembro deste ano, altura em que o país vai receber a visita de milhares de pessoas de todas as partes do mundo.

O problema são os chamados lobos-solitários, pessoas que aparentemente não têm ligação formal com a organização, e que decidem inspirar-se nos ataques feitos pelo Daesch”, diz Sallaberry.

ZAP / SN