(dr) Dabiq Magazine
Um vídeo divulgado pelo Estado Islâmico dá conta de que os próximos ataques podem ser feitos em Roma, capital italiana, e no território da Península Ibérica.
A nova mensagem do grupo terrorista, divulgada através de um vídeo publicado pela Europa Press, considera que Paris é ainda o alvo prioritário mas não esquece outros objetivos importantes, nomeadamente, a cidade de Roma e a Península Ibérica.
“Realmente o que queremos, Insha Allah [se Deus quiser], é Paris antes de Roma e de Al Andalus [Península Ibérica]”, pode ouvir-se no vídeo detetado pela AICS, organização dedicada a analisar este tipo de ameaças.
Nas imagens, que mostram os atentados de Paris da passada sexta-feira e o presidente francês François Hollande, o grupo extremista deixa ainda aviso para países que estejam a participar nos ataques aéreos à Síria, falando especificamente de Washington, nos EUA.
A RAI já avançou que o FBI terá alertado as autoridades italianas para possíveis ataques em alguns locais do país, entre eles a basílica de São Pedro, no Vaticano, bem como a catedral e a casa de ópera La Scala, em Milão.
De acordo com especialistas, esta é uma mensagem importante, uma vez que tanto a cidade italiana como a Península Ibérica foram mencionadas numa das edições da Dabiq
, revista oficial do grupo terrorista.(dr) Empire of Fear
O interesse do EI nestes territórios explica-se pelo facto de que, no primeiro caso, Roma é a cidade na qual se estabelece o Vaticano, principal sede da religião cristã, e a Península Ibérica por fazer parte dos antigos territórios da sua histórica expansão.
Em agosto passado, também foi revelado um mapa elaborado pelos jihadistas que supostamente mostra a área que o grupo pretende dominar até 2020, incluindo toda a região do norte de África e boa parte da Europa, incluindo a Península Ibérica.
No mapa, o nosso país entra na região com o nome de Al-Andalus, a designação árabe dada aos territórios de Portugal, Espanha e França ocupados pelos mouros no século VIII.
ZAP
Como diz o escritor Pedro Elias "Os atentados de Paris mostram-nos, mais uma vez, que algo está muito errado no mundo, não apenas do lado dos extremistas e seus fundamentalismos, mas também da forma como nos relacionamos com os outros que se encontram para além dos muros daquilo a que chamamos ocidente. Não nos podemos acomodar numa visão maniqueísta do mundo, separada entre os bons e os maus, pois o risco de nos colocarmos do lado dos bons é ficarmos cegos das nossas próprias distorções que muito contribuíram para esses mesmos desequilíbrios".