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O processo de venda da TAP ao consórcio Gateway só foi possível porque o Estado assumiu, perante os Bancos envolvidos, os riscos da dívida da companhia aérea.

Um dado avançado pelo jornal Expresso que atesta que o Estado é, simultaneamente, o vendedor e o fiador neste processo de privatização da TAP.

“Em caso de incumprimento ou desequilíbrio financeiro, os bancos têm o direito de obrigar a Parpúbica a recomprar a TAP“, escreve-se no semanário.

O jornal cita o documento do acordo entre a Parpública, a holding do Estado que detinha a totalidade do capital da TAP, e os Bancos e que teve o aval do governo.

“As negociações de última hora deram aos bancos a segurança de que, se for necessário, o Estado repõe a garantia pública à dívida bancária”, afiança-se no Expresso.

A dívida bancária envolvida é da ordem dos 770 milhões de euros. Se o consórcio Gateway falhar uma das prestações aos Bancos, estes têm o Estado como garantia de pagamento.

Este detalhe foi exigido pelas entidades bancárias, conforme afiança o jornal, para viabilizar o processo e prolongar a dívida por um período de sete anos.

ZAP