António Cotrim / Lusa
O secretário de Estados dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos
Após apresentar as linhas gerais para o próximo Orçamento de Estado (OE) aos partidos, o secretário de Estados dos Assuntos Parlamentares mostrou-se confiante com a proposta, afirmando que está para vir o primeiro Governo PSD/CDS com melhor execução orçamental.
Pedro Nuno Santos confirmou nesta terça-feira que será inscrita uma meta de défice de 0,2% no Orçamento para 2019 e afirmou – de forma vitoriosa – que está para vir o primeiro Governo PSD/CDS com melhor resultado no défice.
O secretário de falava aos jornalistas na Assembleia da República, após ter apresentado às forças políticas com representação parlamentar, em conjunto com o ministro das Finanças, Mário Centeno, as principais linhas da proposta do Governo de OE para 2019.
“Este Governo investiu no Estado social, melhorou rendimentos e tem bons resultados na dívida e no défice. Está para vir o primeiro Governo do PSD e do CDS-PP que tenha melhores resultados do que nós em matéria de défice orçamental”, declarou.
Perante os jornalistas, Pedro Nuno Santos aludiu também à meta da dívida pública, criticando então o anterior executivo por ter aumentado a dívida ao longo do período em que esteve em funções (2011/2015).
Interrogado se já tem a garantia política de que Bloco de Esquerda, PCP e PEV vão aprovar na generalidade a proposta de Orçamento proveniente do Governo minoritário socialista, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares recusou-se a dar certezas.
“Só posso garantir que Governo, PS e restantes grupos parlamentares que compõem esta maioria estão a trabalhar – e trabalharão até ao último minuto – para que se consiga aprovar um bom Orçamento”, respondeu.
Neste ponto, Pedro Nuno Santos considerou que as negociações “são sempre muito difíceis e duras, porque cada um tenta convencer o outro em relação às suas posições”.
“Todos os partidos que compõem esta maioria trabalham a sério para que haja um bom Orçamento. Estamos a trabalhar neste espírito“, limitou-se a acrescentar.
Pela parte do Governo, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentar defendeu que os orçamentos apresentados por este executivo “refletem na vida dos portugueses a melhoria da atividade económica”.
“Este é o último de quatro orçamentos do Estado que tem permitido uma melhoria das condições económicas e sociais existentes no país. Ao longo desta trajetória, que já vai para o quarto ano, temos melhorado a vida dos portugueses“.
Pedro Nuno Santos disse ainda encarar “com surpresa uma preocupação”, que atribuiu ao PSD e CDS-PP, no sentido de que o Orçamento do Estado para 2019 “possa ser bom”.
“Os nossos orçamentos têm sido sempre bons e não é por este ser o último que passaria a ser mau. Fazemos um esforço permanente para que, dentro das condições económicas do país, possamos refletir as melhorias na vida das pessoas”, acrescentou.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]
Ora, ora... este governo não fez nada de especial, tal como o não faria um de direita. Acho que a geringonça apenas devolveu mais rapidamente os rendimentos que tinham sido retirados no tempo de Sócrates e continuados por Passos Coelho.
Quanto ao resto estamos mais ou menos na mesma, pobres como dantes. Os funcionários públicos e os privados ganham o mesmo ou menos que há dez, quinze anos. E é ver quanto custa mais hoje uma casa, uma renda ou uma viagem de autocarro.
Não vale a pena iludirmo-nos, não há milagres, nem políticos milagreiros. Para melhorarmos a situação económica só temos de fazer três coisas: produzir mais, poupar mais e investir mais. Em Portugal, fazer isto e fazê-lo em simultâneo é uma missão quase impossível. O PS e o PSD que digam o que quiserem.