Paulo Novais / Lusa

Pedro Dias, suspeito de um duplo homicídio em Aguiar da Beira

Pedro Dias, acusado dos homicídios de Aguiar da Beira, terá confessado ter baleado um polícia a uma mulher que sequestrou em Arouca. Este dado consta do despacho de acusação que foi deduzido contra o suspeito de 45 anos.

“Está quieta, não sabes que esta pistola era de um polícia que eu matei?” Estas palavras terão sido proferidas por Pedro Dias a Lídia da Conceição, a mulher que ele terá sequestrado em Arouca, no distrito de Aveiro, quando estava em fuga da polícia, conforme relata o Correio da Manhã.

Pedro Dias estaria a referir-se ao militar António Ferreira, de 41 anos, conforme sustenta o jornal. Este GNR sobreviveu depois de, alegadamente, ter sido baleado pelo suspeito que acreditaria tê-lo morto, conforme se deduz pelas palavras transcritas pelo CM.

O despacho de acusação divulgado na quinta-feira imputa a Pedro Dias dois crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, dois crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada e três crimes de sequestro.

O Ministério Público alega que Pedro Dias deu um tiro na cabeça ao militar Carlos Caetano, de 29 anos, que morreu. A seguir, terá obrigado António Ferreira a arrastar o corpo do colega para a bagageira do carro, depois de lhe roubar a arma que terá posteriormente, apontado a Lídia da Conceição.

“Se te mexes f… os cornos, fazes-lhe companhia”, terá dito o suspeito a António Ferreira, conforme relata o CM.

De seguida, Pedro Dias terá dado um tiro ao militar, deixando-o à morte na Serra da Lapa, mas ele acabou por sobreviver.

No início da fuga à polícia que durou quase um mês, ainda terá baleado Luís Pinto, que morreu, e a esposa, Liliane Pinto, que está internada em estado grave, depois de abordar o casal que ia a uma consulta de fertilidade, na estrada.

O despacho de acusação revela que Pedro Dias obrigou Liliane Pinto a arrastar o corpo do marido para a mata, depois de lhe dar um tiro, e que a seguir a baleou também.

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