O CEO da Tesla, Elon Musk, anunciou este sábado que pretende transferir a sede da empresa, atualmente localizada na cidade de Palo Alto, na Califórnia, para o estado do Texas ou do Nevada por causa das restrições de funcionamento impostas pelas autoridades locais por causa da pandemia de covid-19. 

Na semana passada, as autoridades estatais permitiram a abertura de negócios, mas o condado de Alameda, onde se localiza a fábrica da Tesla, emitiu as suas próprias regras, proibindo todas as empresas não essenciais de operar até ao final de maio.

Honestamente, esta é a gota de água“, escreveu Elon Musk, que é também CEO da Space X, na sua conta pessoal no Twitter. “A Tesla mudará a sua sede e programas futuros para o Texas ou Nevada imediatamente”, disse, reagindo às proibições impostas.

De acordo com o jornal britânico The Independent, Elo Musk disse ainda que a Tesla vai avançar com um processo contra o condado.

“O ‘oficial interino de saúde’ de Alameda, não eleito e ignorante, está a agir contra o governador, Presidente [dos Estados Unidos], as nossas liberdades constitucionais e simplesmente contra o bom senso”, escreveu ainda na mesma rede social.

“A posição do município não nos deixou outra escolha senão tomar medidas legais para garantir que a Tesla e os seus funcionários possam voltar ao trabalho”, referiu a Tesla em comunicado

, confirmando a ação judicial. “Entramos com uma ação no dia 9 de maio, pedindo ao tribunal que invalide as ordens do condado na medida em que impeçam a Tesla de retomar as operações”, pode ler-se na mesma nota de imprensa.

Também em comunicado, as autoridades de saúde de Alameda dizem estar a trabalhar em “estrita colaboração” com a equipa da Tesla.

“Tem sido um esforço colaborativo e de boa fé para desenvolver e implementar um plano de segurança que permita a reabertura, protegendo a saúde e o bem-estar dos milhares de funcionários que viajam para o trabalho na fábrica de Tesla”, sustentaram.

Os Estados Unidos registaram 776 mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 79.522 o total de óbitos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

Durante várias semanas, o número diário oscilou entre os mil e 2.500 mortos. Segundo a universidade de Baltimore foram detetados mais de 1,3 milhões de casos nos Estados Unidos, o país que regista o maior número de infetados e de mortes a nível mundial.

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