O ex-presidente catalão foi seguido por espiões do Centro Nacional de Inteligência (CNI) desde a Finlândia até à Alemanha, onde acabou por ser detido.
Desde que chegou à Finlândia até ter sido detido, este domingo, na Alemanha, o ex-presidente catalão Carles Puigdemont foi seguido por uma equipa com cerca de uma dezena de agentes do Centro Nacional de Informações (CNI) de Espanha.
De acordo com investigação do El País, os serviços de informação espanhóis aumentaram a vigilância ao dirigente catalão durante a sua viagem à Finlândia, devido ás dificuldades em segui-lo em território belga.
Os espiões acabaram por aproveitar a oportunidade de regresso a Bruxelas de carro, a partir de Copenhaga, na Dinamarca, para capturar Carles Puigdemont com a ajuda das autoridades alemãs.
Assim, mesmo sem saber que percurso iria ser escolhido, entre 10 a 12 agentes montaram um posto de comando na Dinamarca, para aguardarem pelas movimentações de Puigdemont – que acabou por facilitar-lhes o trabalho ao escolher fazer a viagem entre a Dinamarca e a Bélgica de carro, no Renault Espace.
Embora tivessem ponderado capturá-lo em território dinamarquês, os agentes optaram por o fazer numa estação de serviço alemã, na autoestrada A7, perto da localidade de Schuby, já que as relações com as autoridades deste país seriam melhores
para articular a detenção, explica o Jornal de Notícias.Carles Puigdemont acabou por ser detido este domingo, na Alemanha, em cumprimento de um mandado emitido pelo Supremo Tribunal espanhol. O antigo presidente foi entretanto transportado para a prisão de Neumünster, no estado de Schleswig-Holstein, no norte do país.
Esta segunda-feira, Puigdemont será ouvido no tribunal administrativo de Schleswig-Holstein, que irá analisar o pedido de extradição das autoridades espanholas. O propósito da presença hoje em tribunal é comprovar a sua identidade e iniciar os trâmites do processo para se decidir sobre o mandado europeu de captura.
O prazo máximo para tomar a decisão é de 60 dias, a partir da detenção.
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Franquistas e Nazis juntos no seu esplendor, mais uma vez num autêntico ataque a todos aqueles que tem a ousadia de ter um pensamento diferente do seu.
Como é possível que num País Europeu que se diz democrático, existirem tantos presos políticos como em regimes dirigidos por autênticos ditadores.