Centro de Estudios Históricos del Ferrocarril Español / Facebook
Vagão JSF 50002 foi utilizado pela Companhia dos Caminhos-de-ferro do Minho e Douro para transportar mercadorias.
O “vagão J”, uma peça histórica única com mais de 130 anos, era um incómodo para a CP – Comboios de Portugal, que ameaçou com a sua demolição e venda para a sucata. Mas o Centro de Estudos Históricos da Ferrovia Espanhola “salvou” o veículo que foi construído em 1885.
Construído na Bélgica pela Usines de Morlanwelz, o vagão JSF 50002 foi utilizado pela Companhia dos Caminhos-de-ferro do Minho e Douro para fazer o transporte de mercadorias, entre Portugal e Espanha.
A peça com mais de 130 anos passou a integrar a frota da CP a partir de 1947, mas depois de ter deixado de ser funcional, tornou-se num incómodo, apesar do seu valor histórico.
Em 2007, o “vagão J”, como ficou conhecido, foi “salvo” da demolição por três amigos portugueses, Paulo Alexandre, Armando Lobato e Rui Barbeiro, entusiastas dos comboios, que pagaram 2 mil euros à CP pelo veículo, como relata o Público.
O objectivo era oferecer o vagão ao Museu Nacional Ferroviário, que se prontificou a receber a peça. O transporte até lá, desde a Régua, onde estava estacionado, deveria ser feito pela Fundação Museu Nacional Ferroviário.
A recuperação do veículo deveria ser feita na EMEF, Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário da CP, e paga pelos três amigos. Só que a EMEF nunca apresentou um orçamento para a recuperação, como relatam os amigos ao Público.
“No início deste ano fomos surpreendidos com uma carta da CP a dizer que tínhamos de retirar o vagão das oficinas ou passaríamos a pagar mil euros mais IVA, por mês, de taxa de estacionamento”, conta Paulo Alexandre ao jornal.
A CP ainda acrescentava que, “após 31 de Dezembro”, se o vagão não fosse retirado do local, seria considerado “perdido a seu favor, sendo demolido e vendido para sucata
“, acrescenta Paulo Alexandre.Foi assim que estes entusiastas dos comboios entraram em contacto com o Centro de Estudos Históricos da Ferrovia Espanhola que em apenas duas semanas, se comprometeu a fazer o resgate do vagão, levando-o para Barcelona.
O vagão chegou ao Parque Ferroviário de Martorell, em Barcelona, na passada segunda-feira, 30 de Julho, conforme relata o Público. E vai ficar em exibição ao público naquele local, depois de ser restaurado.
Da parte da CP argumenta-se, em nota enviada ao jornal, que o vagão não é sua propriedade “há mais de dez anos” e que não foi possível proceder à sua recuperação por falta de “disponibilidade de recursos humanos na EMEF”.
A empresa também alega que, “face à necessidade de espaço em Contumil [onde o vagão estava estacionado para ser restaurado, nas oficinas da CP] para a manutenção e parqueamento de material da CP, foi solicitada ao proprietário a sua remoção”.
O Centro de Estudos Históricos da Ferrovia Espanhola, uma associação privada de apaixonados dos comboios, destaca no seu perfil do Facebook que o “vagão J” é “uma peça histórica de elevadíssimo valor cultural“, sendo uma das poucas “sobreviventes” do seu tempo.
[sc name=”assina” by=”SV, ZAP”]
e nós salvámos os miró (espanhóis) que o catedrático da treta queria mandar pró lixo (quanto é que lhe renderia aquele incómodo).