O actual vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, um dos detidos na operação “Ajuste Secreto”, foi um dos últimos dos suspeitos a ser ouvido pela Polícia Judiciária (PJ) e ainda não conhece as medidas de coacção que lhe serão aplicadas.
Hermínio Loureiro continua assim, detido no Porto, depois de um interrogatório de mais de oito horas. E deverá mesmo ficar todo o fim-de-semana detido, uma vez que a juíza só deverá decretar-lhe as medidas de coacção na segunda-feira.
O Expresso adianta, na sua edição deste sábado, que o ex-presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis é suspeito no âmbito de 23 milhões de euros de ajustes directos.
Quatro empresários detidos no âmbito do processo terão obtido cerca de 1,6 milhões de euros em ajustes directos, ao longo dos sete anos de Hermínio Loureiro na autarquia de Oliveira de Azeméis, segundo o semanário.
O jornal também avança que o ex-presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, João Sá, é um dos principais suspeitos do caso.
As acusações contra Hermínio Loureiro e os demais detidos baseiam-se fortemente em escutas telefónicas, conforme adianta o Correio da Manhã.
Nestas conversas via telefone, a Polícia Judiciária terá detectado indícios de ilegalidades em concursos públicos e em ajustes directos de obras.
Buscas na Câmara de Vila Verde
Entretanto, a Polícia Judiciária efectuou buscas na Câmara de Vila Verde no âmbito do mesmo processo, revelou à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A PGR não revela mais dados sobre o caso e o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, eleito pelo PSD, ainda não se pronunciou sobre o caso.
[sc name=”assina” by=”ZAP”]
Foi este senhor, enquanto presidente da Área Metropolitana do Porto, que escolheu o actual presidente do Coliseu do Porto, e o desastre está à vista... parece que andaram todos na mesma escola.
Os ajustes directos, são para os... amigos, conhecidos e "familiares?"