Scottish Government / Flickr

Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia

A independência da Escócia do Reino Unido está “claramente à vista”, alerta a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, realçando que o ‘Brexit’ e a “incompetência” do governo britânico reforçaram esse desejo de construir um país independente.

Durante o seu discurso de encerramento do congresso anual do Partido Nacionalista Escocês (SNP), realizado em Glasgow, Nicola Sturgeon realçou que está “mais confiante do que nunca de que a Escócia será independente“.

A primeira-ministra referiu que a vitória do ‘Brexit’ no referendo de 2016 e a gestão das negociações para a saída da União Europeia do executivo conservador de Theresa May, “mostraram os motivos pelos quais a Escócia precisa ser independente”.

“Penso no quanto poderíamos fazer mais, livres do caos e da incompetência de Westminster”, salientou Nicola Sturgeon, acrescentando que a esperança será maior quando a Escócia “tiver o seu futuro nas mãos e se torne num país independente”.

“Temos de mostrar às pessoas que com os poderes da independência, podemos concretizar plenamente o vasto potencial do nosso país”, acrescentou.

Colocando a independência como “o oposto do Brexit”

, a primeira-ministra escocesa notou que a saída da União Europeia representa “o virar para dentro, levantando a ponte levadiça, recuando do mundo”. “A independência é sobre ser aberto, sobre olhar para fora, aspirando por desempenhar o nosso papel integral no mundo em redor “, referiu Nicola Sturgeon.

Em 2014, 55% dos escoceses escolheram permanecer no Reino Unido num referendo, mas admite-se a possibilidade de realizar uma segunda consulta pública.

A líder escocesa sublinhou que os 35 membros do seu partido no Parlamento britânico, em Westminster, vão apoiar a realização de um novo referendo sobre o ‘Brexit” se esta hipótese surgir, mas disse que não há “garantias” de que uma outra votação possa levar a um resultado diferente do de 2016.

[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa”]