A polémica com um cirurgião do Karolinska já levou a uma onda de demissões no conselho de administração do instituto e a duas baixas no comité do Nobel da Medicina.
Tudo começou quando Paolo Macchiarini, um professor cirurgião do prestigiado Instituto Karolinska, levantou suspeitas depois da morte de alguns dos seus pacientes.
O italiano era visto como um dos principais especialistas mundiais em transplantes de traqueia, graças à implantação de um novo método com células estaminais.
A história, tornada pública pela televisão sueca, abalou a comunidade científica e o próprio Karolinska, que tem um papel fundamental na escolha dos vencedores do Nobel da Medicina.
Agora, de acordo com a BBC, os resultados de um novo relatório mostram que o médico não só falseou os resultados das cirurgias como ainda mentiu sobre vários aspetos do seu currículo.
O Governo sueco já demitiu toda a direção do conceituado instituto onde o cirurgião trabalhava e o escândalo já levou à demissão de dois membros do painel responsável pelo Nobel.
Harriet Wallberg e Anders Hamsten
eram diretores do Karolinska e estavam entre o grupo de indivíduos suspeitos que ignoravam os vários alertas sobre Macchiarini.“A confiança em ambos foi tão seriamente afetada que se esgotou”, admitiu Thomas Perlmann, secretário do comité do Nobel para a Fisiologia e a Medicina, citado pelo Diário de Notícias.
Na altura, e por respeito à integridade do prémio, Urban Lendahl, secretário-geral da Assembleia do Nobel e do Comité de Fisiologia e Medicina do Instituto Karolinska, também deixou o seu posto.
O cirurgião italiano, que foi demitido depois da transmissão do documentário televisivo, continua a negar todas as acusações e afirma que está a reunir provas que confirmam a sua inocência.
O novo Nobel da Medicina e Fisiologia vai ser anunciado ainda em outubro deste ano.
ZAP / BBC
Seriedade e honestidade daqui por pouco tempo nem de encomenda!