Alberto Estevez / EPA
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) recebeu até sexta-feira ao final da tarde sete participações relativas às imagens emitidas pela CMTV alusivas ao atentado de Nice, que causou a morte de 84 pessoas.
“Deram entrada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social, até à data, 7 participações referentes às imagens emitidas no serviço de programas CMTV alusivas ao atentado ocorrido em Nice”, refere a ERC, numa informação enviada à agência Lusa.
Questionada pela Lusa sobre se houve queixas relativamente a imagens do atentado de Nice divulgadas por outros órgãos de informação nacionais, a ERC disse que apenas recebeu participações relativas à CMTV.
Na sexta-feira, logo a seguir à noite do atentado na cidade francesa, o produtor e sonoplasta Vasco Pimentel
criticava, num posto copm o título “CMTV, não vale tudo pelas audiências!” no blogue Aventar, o facto de a CMTV estar a passar “em loop ininterrupto, imagens de mortos na Promenade des Anglais.“Seminus, estropiados, desarticulados, a escorrer litros de sangue, de olhos abertos, tudo”, critica Vasco Pimentel.
No site Tugaleaks, o jornalista Rui Cruz lamentou também que a CMTV tivesse insistido em exibir “imagens de cadáveres, pessoas seminuas, crianças mortas e cabeças esmagadas, reforçadas com a chamada veja fotogaleria, publicado no Facebook e no seu site”.
Nas redes sociais, várias pessoas manifestaram-se igualmente contra o canal do Correio da Manhã e, como agora se confirma, algumas delas apresentaram mesmo queixa na ERC.
Em França levantou-se igualmente controvérsia depois de a televisão pública France 2 ter emitido imagens chocantes que mostravam o camião do terrorista a passar por cima da multidão.
“Boa noite, senhor, acaba de perder a sua mulher. Qual é a sua reacção, em directo para a France 2?“, terá também perguntado um jornalista do canal a um homem que chorava, ajoelhado ao pé do cadáver da mulher.
Os responsáveis da France 2 já apresentaram um pedido público de desculpas pelo sucedido.
ZAP / Lusa
Não sei o que mais será preciso para perceberem que o CM (TV igualmente) é "algo" que não deve ser visto. Não acabar com ele! Não! Não quero ultrapassar leis/regras/éticas como o CM costuma fazer, não (tudo é válido para vender). Mas, se ninguém ler/assistir o CM este acaba por se extinguir. Quando não há procura a oferta extingue-se. E isto só depende dos leitores. Sim! Há muitos portugueses que preferem ler mer... (e têm todo o direito).