José Sena Goulão / Lusa

Ex-primeiro ministro e ex-líder do PS, José Sócrates

O procurador do Ministério Público (MP) Rosário Teixeira tem até ao dia 9 de Junho para decidir se recomenda que José Sócrates continue em prisão preventiva ou se deve, tal como o amigo Carlos Santos Silva, ficar em prisão domiciliária com pulseira electrónica.

Neste momento, o que joga menos a favor do ex-primeiro-ministro serão as entrevistas que tem dado na prisão. O Diário de Notícias, que avança a notícia, reforça que o procurador Rosário Teixeira considera que as declarações de José Sócrates visam “uma actividade continuada de perturbação” que tem como objectivo condicionar a “espontaneidade dos depoimentos” no âmbito da investigação.

Será esta argumentação que poderá manter José Sócrates em prisão preventiva, depois de o Tribunal da Relação de Lisboa já ter excluído o perigo de fuga.

No caso de Carlos Santos Silva, que já está em prisão domiciliária, o MP entende que o risco de forjar documentos já não existe, razão que justificava a sua prisão preventiva.

Essa ideia também deverá aplicar-se relativamente a José Sócrates, numa altura em que a investigação já terá recolhido as principais provas contra os arguidos da Operação Marquês.

Todavia, não se sabe se o procurador Rosário Teixeira ainda considerará o risco de perturbação da investigação no caso de José Sócrates.

ZAP