Miguel A. Lopes / Lusa
Um entendimento entre patrões e motoristas de matérias perigosas, que no passado mês de agosto regressaram às greves, pode levar a um aumento no preço dos combustíveis, admitiu a Prio.
Segundo o Jornal de Negócios, que avança com a notícia esta sexta-feira, um acordo entre as partes, que deverá implicar aumentos salariais, pode vir a gerar um aumento do custo do transporte e, consequentemente, levar à subida do preço do combustível.
“Será sempre [um aumento] marginal, mas será sem dúvida um efeito”, disse o administrador Emanuel Proença, em entrevista ao diário de economia, acrescentando que as greves deste deste verão podem ter impacto nas contas de empresas.
O memorando de entendimento poderá agravar as condições de fornecimento de prestação dos serviços das empresas de camionagem para as gasolineiras e vir esse aumento vir a refletir-se no preço final ao consumidor, explicou Emanuel Proença, citado pelo Económico
.“Este é um setor onde temos as coisas relativamente planeadas, dentro de uma rotina normal. E sempre que há uma disrupção cria imensos problemas”, apontou.
A última greve dos motoristas foi desconvocada no início de setembro depois de o O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) ter anunciado a existência de um “acordo de princípio” com a ANTRAM.
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E, como sempre, quem acaba por pagar o pato, somos todos nós.