Uma centena de bispos de todo o mundo reuniu-se em Sintra, no resort de luxo Penha Longa, num encontro envolvido em secretismo que não contou com intervenientes portugueses. As razões ou o que se discutiu durante a iniciativa não são conhecidos.
O encontro secreto foi promovido pelo Instituto Acton para o Estudo da Religião e a Liberdade que tem sede nos EUA e que é conhecido pelas posições críticas relativamente ao Papa Francisco.
Não foi o primeiro encontro promovido pelo Instituto no Penha Longa de Sintra, um hotel de cinco estrelas, com um campo de golfe, um SPA de 1500 metros quadrados, um restaurante com uma estrela Michelin e uma capela do Século XIV, como avança o jornal digital 7MARGENS que é propriedade da associação sem fins lucrativos Porta 18.
Terão participado 110 bispos, oriundos de 42 países diferentes, no encontro realizado no Penha Longa Resort entre 22 e 25 de Janeiro passados, como avança a publicação. Não se conhecem as identidades dos participantes – o 7MARGENS refere que apenas foi identificada a participação do cardeal Berhaneyesus Souraphiel, arcebispo de Adis Abeba.
Não haveria nenhum português no encontro. O cardeal-patriarca de Lisboa foi convidado, mas não esteve presente, depois de ter sido um dos participantes do encontro do ano passado, ainda segundo a mesma fonte.
O 7MARGENS falou com alguns dos participantes na reunião secreta que vincam o carácter “reservado”, “confidencial” e “discreto” da iniciativa que terá servido para “estudo, discussão e partilha de experiências” em torno da “fé, razão e justiça social”.
Os bispos terão falado do “défice de ética” no mundo actual, entendendo que isso gera “corrupção, injustiça e desigualdades”, segundo fontes ouvidas pelo 7MARGENS.
Um bispo africano abriu um pouco mais o véu do encontro, salientando que os intervenientes acreditam que “é preciso formar as famílias, por causa da tendência para a diminuição no número de filhos“. “No Ocidente, há cada vez mais famílias sem filhos e com animais de estimação e a família está a desaparecer; na Ásia, as famílias estão cada vez mais envelhecidas; e em África, a tendência também é para que se reduza o número de filhos”, salienta este bispo.
O Instituto Acton tem sido associado à “direita católica liberal” e no site oficial da entidade frisa-se que pretende promover “uma sociedade virtuosa e livre, caracterizada pela liberdade individual e sustentada por princípios religiosos”.
Os associados do Acton têm manifestado uma posição muito crítica relativamente ao que consideram ser as ideias “anti-capitalistas” do Papa Francisco e a sua visão “disfuncional” da economia.
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Um bando de parasitas inúteis que vivem como reis - à custa dos palermas, perdão, dos fiéis!