Cientistas da Universidade do Novo México descobriram uma força nova que atua sobre nano-partículas no vácuo, permitindo que sejam empurradas pelo “nada”.
Por outras palavras, parece que a física quântica revelou que o “nada”, como gostamos de lhe chamar, não existe. E até o vazio está cheio de pequenas flutuações eletromagnéticas.
Uma das primeiras coisas que aprendemos na física clássica é que num vácuo perfeito – uma zona desprovida de matéria – o atrito não pode existir, porque o espaço vazio não pode exercer uma força sobre os objetos que viajam através dele.
Mas, nos últimos anos, os físicos mostraram que os vácuos estão preenchidos por pequenas flutuações eletromagnéticas que podem interferir com a atividade dos fotões e produzir uma força mensurável sobre os objetos.
Isto é chamado de Efeito Casimir, descoberto em 1948. Agora, o novo estudo mostrou que este efeito é ainda mais poderoso do que imaginávamos. O Efeito Casimir só pode ser medido na escala quântica, mas também influencia o que observamos.
“Esses estudos são importantes porque estamos a desenvolver nanotecnologias com distâncias e tamanhos tão pequenos que este tipo de forças pode dominar tudo”, disse o cientista Alejandro Manjavacas, da Universidade do Novo México, nos EUA.
“Sabemos que as forças de Casimir existem, por isso estamos a tentar descobrir o impacto global que têm sobre partículas muito pequenas”.
Para descobrir isso, a equipa observou nano-partículas que estavam a girar perto de uma superfície plana no vácuo e descobriu que o Efeito Casimir pode realmente empurrar essas nano-partículas, mesmo que não estejam a tocar na superfície.
Por exemplo, uma pequena esfera que esteja a girar sobre uma superfície está constantemente a ser bombardeada com fotões. Enquanto os fotões retardam a rotação da esfera, também fazem com que se mova numa direção lateral.
(dr) University of New Mexico
No mundo da física clássica, seria necessária uma fricção entre a esfera e a superfície para conseguir esse movimento lateral, mas o mundo quântico não segue os mesmos princípios.
“A nano-partícula experimenta uma força lateral como se estivesse em contacto com a superfície, mesmo que não esteja. É uma reação estranha, mas que pode ter um impacto significativo para os especialistas”, explica Manjavacas.
A descoberta, publicada na revista científica Physical Review Letters, pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento de tecnologias cada vez menores e na criação de computadores quânticos.
Curiosamente, os cientistas conseguiram controlar a direção da força mudando a distância entre a partícula e a superfície, algo que pode ser útil para os especialistas que estão procuram maneiras eficazes de manipular a matéria em nano-escala.
Os resultados do estudo ainda têm de ser verificados por outras equipas de investigação, mas o facto de terem sido descobertas provas de uma intrigante nova força que pode ser usada para direcionar nano-partículas dentro do “nada” é bastante emocionante.
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Isto já se sabe há tanto tempo e melhor do que eles julgam saber...coitadinhos...A ciência convencional teima em não reconhecer estudos brilhantes que já existem há muitíssimo tempo, só para não deixar a ciência de Einstein para trás , que, note-se, não foi nem será o único génio que existiu à face da Terra!
Dr. Harold Aspden, sobre o "Aether", essa coisa das esferas que falam ai no artigo está tão incompleto!... "para quem se interessar, todas as obras do senhor estão na net haroldaspden.com, disponíveis GRÁTIS, a sua esposa não quis que o seu brilhante e extenso trabalho ficasse esquecido.