A reposição dos feriados que tinham sido suprimidos está a gerar revolta e preocupação entre várias associações empresariais que defendem que, em vez das “pontes” a meio da semana, o melhor é colar os feriados aos fins-de-semana.

Caso esta situação viesse realmente a acontecer, os feriados a meio da semana resultariam em fins-de-semana prolongados, tal como acontece noutros países.

Esta é uma sugestão dada por várias associações empresariais, uma vez que as “pontes” a meio da semana em nada beneficiam o trabalho, considerando que este é o melhor modelo em termos de produtividade das empresas e de gestão dos recursos.

“Num dia de trabalho solto há sempre menor produtividade do que numa semana corrida a trabalhar”, nota o presidente da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, Tomás Moreira, em declarações à TSF

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Já o presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, João Costa, lembra na mesma rádio os elevados custos que os feriados colocam em termos de energia, por ser preciso parar as máquinas e reactivá-las a meio da semana.

De resto, com as possíveis “pontes” no calendário ao longo de 2016, João Costa repara que há empresas que vão optar por fechar portas nas segundas e sextas-feiras, algo que causará fortes prejuízos.

O anterior governo suprimiu em 2013, os feriados do Corpo de Deus (feriado móvel), da Implantação da República (5 de Outubro), do Dia de Todos os Santos (1 de Novembro) e da Restauração da Independência (1 de Dezembro), que agora vão ser repostos pelo actual Executivo.

ZAP