Luís Camacho / Facebook

O empresário Luís Camacho, do Grupo Regency, com o filho em 2013

O Tribunal do Funchal condenou o empresário Luís Camacho a uma pena de prisão efectiva de três anos e 10 meses por dívidas ao fisco e à Segurança Social, uma sentença que ainda pode ser alvo de recurso.

Luís Camacho, o administrador principal do Grupo Regency que tem negócios na área do Turismo e dos serviços, vai assim continuar em liberdade, mas arrisca vir a ser preso por causa de uma dívida da ordem dos 845 mil euros, alusiva a valores de IVA e da Segurança Social que duas das suas empresas não pagaram entre os anos de 2006 e 2008.

Diário de Notícias da Madeira noticia esta sexta-feira que o Tribunal considerou o empresário culpado por dois crimes de abuso de confiança fiscal na forma continuada.

Luís Camacho já tinha sido condenado, no passado, por quatro vezes, sempre com penas suspensas e multas, também por causa do não pagamento de impostos.

As duas empresas envolvidas, o Hotel Regency Club e a Camachos, Comércio de Novidade foram multadas em sete mil euros e seis mil euros, respectivamente.

O grupo de Luís Camacho atravessa uma fase complicada, em termos financeiros, e apresta-se para encerrar o Hotel Regency Palace na próxima semana, deixando 110 pessoas no desemprego. Em causa estão dívidas da ordem dos 15 milhões de euros ao BCP e dos 10 milhões ao Novo Banco.

Além das dívidas, nos últimos anos, Luís Camacho tem também sido alvo de muitas críticas por parte do Sindicato da Hotelaria que o acusa de ordenados em atraso e de discriminação para com os trabalhadores sindicalizados.

O empresário já declarou a insolvência pessoal e está a tentar salvaguardar algum do seu património que inclui vários automóveis clássicos e de luxo. Na semana passada, Luís Camacho teve um iate vendido em hasta pública por 310 mil euros.

ZAP