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O Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, com o ministro da Economia, António Pires de Lima

A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP), nascida da fusão da REFER e da Estradas de Portugal com o intuito de poupar dinheiro aos contribuintes, gastou 124 mil euros na festa de apresentação aos funcionários – um valor que, a somarem-se os custos indiretos, chega a quase 300 mil euros.

O Jornal de Notícias apurou que o evento, organizado a 5 de Junho no novo Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, terá custado, apenas em custos directos, cerca de 130 mil euros. No entanto, avaliando os custos indirectos, o erário público terá gasto quase 300 mil euros na festa.

Com cerca de 1.300 participantes, “foram servidos leitões, espetadas de fruta e vídeos promocionais” e “nem faltou um humorista”, descreve o JN, frisando que a festa foi uma iniciativa do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal e visava apresentar a nova marca aos funcionários das empresas fundidas.

De acordo com o diário, uma parte das despesas está reportada no portal Base e refere-se a diversos ajustes directos, nomeadamente um no valor de 85 mil euros feito à sociedade Deep Step

Consultores de Comunicação e Relações Públicas e outro de 17.547 euros para “produção de telas publicitárias“.

E o lanche buffet terá sido adjudicado à Maria Papoila – Sociedade de Comidas e Bebidas, Lda. por cerca de 22 mil euros, reporta o Jornal de Notícias.

Mas além dos 124 mil euros de gastos directos na festa, há ainda que contabilizar os custos da dispensa dos funcionários convidados para o evento e as despesas com o respectivo transporte.

No fim das contas, a factura paga pelo Estado foi de cerca de 294 mil euros para uma festa que mais parecia “um comício”, segundo fontes citadas pelo JN.

A malta das chefias estava lá toda, para se mostrar“, salienta o presidente do conselho-geral do Sindicato Nacional dos Ferroviários (SINAFE), Gameiro Jorge, falando numa “aberração, tendo em conta as penalizações que o Governo impôs aos trabalhadores” para poupar nas despesas.

ZAP