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Os responsáveis de uma empresa de Famalicão líder mundial no fabrico de máquinas de curvar tubos e perfis queixam-se de dificuldades em encontrar no mercado profissionais “de excelência” para os seus quadros, desde engenheiros a serralheiros ou fresadores.

“Estamos à procura de novos engenheiros, do muito bom para o excecional, mas temos tido muita dificuldade em encontrá-los”, afirmou Manuel Barros, da administração da AMOB, durante uma visita do presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, à empresa.

Segundo Manuel Barros, a empresa tem-se visto obrigada a “acabar de formar”, nas suas instalações, os recém-licenciados que vai buscar às universidades.

O empresário aludiu a iguais dificuldades em encontrar bons serralheiros, fresadores, torneiros ou pintores, atribuindo as culpas, nomeadamente, à extinção das escolas industriais.

“Queremos um bom torneiro mas não existe. Tivemos uma placa durante meses na rua para admitir um pintor e não apareceu nenhum”, referiu.

Fundada em 1960, a AMOB transforma o aço que ali chega em máquinas industriais de última geração para curvatura de aço de tubos e perfis, sendo todos os componentes, incluindo robótica e software, desenvolvidos e produzidos pela empresa.

O resultado são máquinas únicas cujo preço pode ascender a três milhões de euros e que já estão espalhadas por 80 países dos cinco continentes. As máquinas estão ao serviço das indústrias naval, militar, química, petrolífera, aeronáutica e automóvel, entre muitas outras.

Entre elas está a MAH 1000, a maior máquina de arquear hidráulica do mundo, com 175 toneladas de peso, que foi vendida a uma empresa espanhola com capitais chineses e destinada à indústria de extração de minério.

/Lusa